Barroso se manifesta após sanções a Moraes: ‘não escalar o conflito’

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, declarou nesta quarta-feira (30) que a manifestação oficial emitida pela Corte após as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes foi elaborada com cautela e equilíbrio.

“Nossa preocupação não é escalar o conflito, muito pelo contrário. Acreditamos que esse tipo de embate faz mal ao país”, afirmou em entrevista à GloboNews. Para Barroso, o comunicado é “tão sóbrio quanto possível” e não busca alimentar tensões entre os dois países.

Segundo o magistrado, o STF tem atuado de forma transparente, respeitando os limites impostos pela Constituição e pelas leis brasileiras.

“Trata-se de uma justificativa para o mundo entender que estamos conduzindo um julgamento público e transparente, dentro da mais absoluta legalidade e em conformidade com os padrões internacionais, a partir de uma denúncia apresentada pela PGR [Procuradoria-Geral da República]”, explicou.

As declarações foram dadas no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky — legislação que permite punições a estrangeiros acusados de corrupção ou de violações graves dos direitos humanos.

Com a decisão, Moraes está impedido de entrar em território norte-americano e pode ter contas ou bens bloqueados naquele país. Empresas dos EUA também estão autorizadas a romper vínculos com o ministro.

Na nota divulgada anteriormente, o Supremo reforçou seu compromisso com a Constituição e declarou que continuará exercendo seu papel institucional, independentemente de pressões externas.

Sem citar nomes, o comunicado também reiterou que compete à Justiça brasileira julgar casos relacionados a ataques contra a democracia, como o processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentativa de golpe em 2022.

A declaração de Barroso foi comentada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que ironizou o Ministro: “Está um pouco diferente daquele homem alegre dançando numa praia no Maranhão…”. (Foto: STF; Fonte: Poder360)

 

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, declarou nesta quarta-feira (30) que a manifestação oficial emitida pela Corte após as sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes foi elaborada com cautela e equilíbrio.

“Nossa preocupação não é escalar o conflito, muito pelo contrário. Acreditamos que esse tipo de embate faz mal ao país”, afirmou em entrevista à GloboNews. Para Barroso, o comunicado é “tão sóbrio quanto possível” e não busca alimentar tensões entre os dois países.

Segundo o magistrado, o STF tem atuado de forma transparente, respeitando os limites impostos pela Constituição e pelas leis brasileiras.

“Trata-se de uma justificativa para o mundo entender que estamos conduzindo um julgamento público e transparente, dentro da mais absoluta legalidade e em conformidade com os padrões internacionais, a partir de uma denúncia apresentada pela PGR [Procuradoria-Geral da República]”, explicou.

As declarações foram dadas no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos anunciou sanções contra Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky — legislação que permite punições a estrangeiros acusados de corrupção ou de violações graves dos direitos humanos.

Com a decisão, Moraes está impedido de entrar em território norte-americano e pode ter contas ou bens bloqueados naquele país. Empresas dos EUA também estão autorizadas a romper vínculos com o ministro.

Na nota divulgada anteriormente, o Supremo reforçou seu compromisso com a Constituição e declarou que continuará exercendo seu papel institucional, independentemente de pressões externas.

Sem citar nomes, o comunicado também reiterou que compete à Justiça brasileira julgar casos relacionados a ataques contra a democracia, como o processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de tentativa de golpe em 2022.

A declaração de Barroso foi comentada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que ironizou o Ministro: “Está um pouco diferente daquele homem alegre dançando numa praia no Maranhão…”. (Foto: STF; Fonte: Poder360)

 

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