Bolsonaro cancela entrevista ao vivo por risco de prisão

O ex-presidente Bolsonaro (PL) cancelou de última hora a entrevista que concederia ao portal Metrópoles nesta segunda-feira (21), prevista para as 13h. A desistência ocorreu após Bolsonaro solicitar ao veículo garantias de que não seria preso em decorrência da transmissão ao vivo.

A entrevista seria exibida pelas redes sociais do Metrópoles, o que acendeu um alerta no entorno do ex-presidente. Na sexta-feira (18), Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs a Bolsonaro uma série de restrições, entre elas a “proibição do uso de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.

Com receio de que a transmissão ao vivo pelo YouTube e pelo X (antigo Twitter) configurasse desobediência às medidas cautelares, Bolsonaro optou por cancelar sua participação.

O Metrópoles diz ter ouviu dois ministros do STF e fontes da Polícia Federal sobre o risco de prisão. Reservadamente, os ministros confirmaram ao veículo que uma entrevista ao vivo nas redes sociais poderia sim ser interpretada como violação da decisão judicial.

O episódio se soma a um cenário de tensão crescente envolvendo o STF e o governo dos Estados Unidos. Após a decisão de Moraes, referendada pela Primeira Turma do Supremo na mesma sexta-feira, o presidente americano Donald Trump elevou o tom contra membros da Corte.

Como resposta às restrições impostas a Bolsonaro, os EUA anunciaram a suspensão do visto de Alexandre de Moraes, de outros magistrados e de familiares ligados ao STF. A relação completa dos atingidos pela medida ainda não foi divulgada.

Além da proibição de utilizar redes sociais, Moraes determinou que Bolsonaro não mantenha contato com 191 pessoas — incluindo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho.

A ordem judicial veda qualquer forma de comunicação, inclusive indireta, com esses nomes e também com “quaisquer autoridades estrangeiras”.

Entre os citados estão investigados em processos como as ações penais 2.668/DF, 2.693/DF, 2.694/DF, 2.695/DF, no inquérito 4.995/DF e na petição 12.100/DF. A determinação se estende a todos os embaixadores no Brasil, que somam atualmente 132 representantes diplomáticos em Brasília. (Foto: EBC; Fonte: Metrópoles)

E mais:

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MST cobra Lula em carta pública: ‘cadê a reforma agrária?’

Restrições de Moraes impactam até idas de Bolsonaro a hospital

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Com receio de que a transmissão ao vivo pelo YouTube e pelo X (antigo Twitter) configurasse desobediência às medidas cautelares, Bolsonaro optou por cancelar sua participação.

O Metrópoles diz ter ouviu dois ministros do STF e fontes da Polícia Federal sobre o risco de prisão. Reservadamente, os ministros confirmaram ao veículo que uma entrevista ao vivo nas redes sociais poderia sim ser interpretada como violação da decisão judicial.

O episódio se soma a um cenário de tensão crescente envolvendo o STF e o governo dos Estados Unidos. Após a decisão de Moraes, referendada pela Primeira Turma do Supremo na mesma sexta-feira, o presidente americano Donald Trump elevou o tom contra membros da Corte.

Como resposta às restrições impostas a Bolsonaro, os EUA anunciaram a suspensão do visto de Alexandre de Moraes, de outros magistrados e de familiares ligados ao STF. A relação completa dos atingidos pela medida ainda não foi divulgada.

Além da proibição de utilizar redes sociais, Moraes determinou que Bolsonaro não mantenha contato com 191 pessoas — incluindo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho.

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Entre os citados estão investigados em processos como as ações penais 2.668/DF, 2.693/DF, 2.694/DF, 2.695/DF, no inquérito 4.995/DF e na petição 12.100/DF. A determinação se estende a todos os embaixadores no Brasil, que somam atualmente 132 representantes diplomáticos em Brasília. (Foto: EBC; Fonte: Metrópoles)

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