

O ex-presidente Jair Bolsonaro começou a flexibilizar sua resistência ao nome do governador Cláudio Castro (PL) como candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Em conversas recentes com lideranças do partido, durante o período em que cumpre prisão domiciliar, Bolsonaro deu sinais de que pode respaldar a candidatura de Castro. As informações são da coluna de Bela Megale/O Globo.
O plano do PL prevê ocupar as duas vagas fluminenses ao Senado em 2026. Uma delas será disputada por Flávio Bolsonaro, que tentará a reeleição. A outra tende a ficar com Cláudio Castro, cujo desempenho em pesquisas internas — aparecendo logo atrás de Flávio — tem sido usado como argumento para convencer o ex-presidente.
Interlocutores alertaram Bolsonaro para o risco de a petista Benedita da Silva conquistar uma das cadeiras, caso Castro não entre na corrida.
O governador, por sua vez, não escondeu a insatisfação com a hesitação do ex-presidente. Chegou a levar ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sondagens de outras siglas interessadas em sua candidatura. O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, inclusive afirmou que teria legenda aberta para Castro caso ele deixe o PL.
Inicialmente, Bolsonaro resistia por considerar a proximidade de Castro com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pelas pendências judiciais que envolvem o governador. Esse cenário fez com que o ex-presidente cogitasse alternativas, como o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
Agora, porém, a leitura entre dirigentes do partido é que o apoio de Bolsonaro a Castro está mais próximo de se consolidar.
