Bolsonaro teria usado ferro de solda para queimar tornozeleira, diz relatório policial

Contudo, a gravação rapidamente se tornou motivo de controvérsia. O vídeo não exibe o rosto de quem manuseia a tornozeleira, o que levou apoiadores do ex-presidente a contestarem a autenticidade do material.

A divulgação de um vídeo neste sábado 22, supostamente mostrando Jair Bolsonaro utilizando uma fonte de calor para danificar sua tornozeleira eletrônica, provocou forte repercussão e abriu uma nova frente de disputa nas redes sociais. As imagens teriam sido anexadas em relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal segundo veículos de imprensa, mostrando uma pessoa manipulando o equipamento, que apresenta sinais de queimadura e derretimento.




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Contudo, a gravação rapidamente se tornou motivo de controvérsia. O vídeo não exibe o rosto de quem manuseia a tornozeleira, o que levou apoiadores do ex-presidente a contestarem a autenticidade do material. Nas redes, diversos perfis argumentam que a cena poderia ter sido produzida com Inteligência Artificial ou editada para simular a tentativa de violação.

Apoio político fala em vídeo sem comprovação

Parlamentares e influenciadores alinhados ao ex-presidente afirmam que o vídeo não comprova que Bolsonaro tenha manipulado o equipamento. Alguns alegam que a ausência de identificação visual torna impossível confirmar quem aparece nas imagens.

Outros sustentam que a divulgação ocorre em um momento politicamente sensível, levantando suspeitas sobre possíveis manipulações.

Relatórios apontam danos por calor, mas autenticidade é contestada

Segundo jornais nacionais, o vídeo teria sido incluído pela Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal Seape DF em material remetido ao STF, indicando que a tornozeleira apresentava marcas de queimadura e sinais de avaria. A suposta explicação atribuída a Bolsonaro de que teria usado uma fonte de calor também passou a circular.

Apoiadores, porém, reiteram que não há confirmação independente de que o autor das imagens seja o ex-presidente. Para esses grupos, a gravação não teria valor conclusivo sem uma identificação visual direta ou sem a divulgação da íntegra do material.

Debate público se acirra com versões conflitantes

Enquanto a imprensa sustenta que os vídeos fazem parte do processo oficial, perfis nas redes apontam inconsistências, mencionam IA e pedem perícia independente. O tema se tornou um dos assuntos mais comentados deste sábado, com divergências profundas entre críticos e apoiadores de Bolsonaro.

A controvérsia deve continuar, especialmente porque novas manifestações públicas, perícias ou decisões judiciais podem redefinir a compreensão do caso nas próximas horas.



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