Brasília aprova “Dia da Memória das Vítimas do Comunismo”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou na última terça-feira (21) a lei que institui o “Dia da Memória das Vítimas do Comunismo” no calendário oficial do DF.

A data, que será lembrada todo 4 de junho, propõe que o poder público promova atividades de reflexão sobre os “danos à humanidade causados pelas ditaduras comunistas”, segundo o texto da norma.

A medida, de autoria do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), foi aprovada na Câmara Legislativa no fim de setembro, com 16 votos a favor e 5 contrários. Entre os parlamentares que rejeitaram o projeto estão Gabriel Magno (PT), Fábio Félix (Psol), Chico Vigilante (PT), Dayse Amarilio (PSB) e Ricardo Vale (PT).

Manzoni defendeu que a nova data busca “gerar reflexão na sociedade do Distrito Federal por todas as mortes causadas por regimes baseados nessa ideologia, de modo que, de nenhuma maneira, o Brasil seja alcançado por esse mal”. Segundo o parlamentar, regimes comunistas “ascenderam ao poder sob o manto da busca pela igualdade social”, mas acabaram promovendo “verdadeiros massacres à sua população”.

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A escolha do 4 de junho faz referência ao massacre da Praça da Paz Celestial, ocorrido em 1989, quando o governo chinês reprimiu violentamente manifestações pró-democracia em Pequim.

A sanção, contudo, provocou crise interna no governo do DF. O chefe da Assessoria Institucional, Bartolomeu Rodrigues, pediu demissão nesta sexta-feira (24), classificando a medida como “revisionismo histórico”.

Em carta aberta, Rodrigues afirmou que sua saída é “um imperativo ético ante a sanção de uma lei abjeta que institui uma data para celebrar a ‘memória das vítimas do comunismo’ no DF”.

O agora ex-assessor também criticou a falta de menção ao governo militar no Brasil e citou nomes como o do jornalista Vladimir Herzog e o do estudante Honestino Guimarães.

“Por isso deixo o governo, mas não a luta. Enquanto tiver voz, lutarei para que se revogue esta infame lei”, declarou Rodrigues, ao confirmar que continuará atuando pela revogação da norma mesmo fora do cargo. (Foto: PixaBay; Fonte: Poder360)

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou na última terça-feira (21) a lei que institui o “Dia da Memória das Vítimas do Comunismo” no calendário oficial do DF.

A data, que será lembrada todo 4 de junho, propõe que o poder público promova atividades de reflexão sobre os “danos à humanidade causados pelas ditaduras comunistas”, segundo o texto da norma.

A medida, de autoria do deputado distrital Thiago Manzoni (PL), foi aprovada na Câmara Legislativa no fim de setembro, com 16 votos a favor e 5 contrários. Entre os parlamentares que rejeitaram o projeto estão Gabriel Magno (PT), Fábio Félix (Psol), Chico Vigilante (PT), Dayse Amarilio (PSB) e Ricardo Vale (PT).

Manzoni defendeu que a nova data busca “gerar reflexão na sociedade do Distrito Federal por todas as mortes causadas por regimes baseados nessa ideologia, de modo que, de nenhuma maneira, o Brasil seja alcançado por esse mal”. Segundo o parlamentar, regimes comunistas “ascenderam ao poder sob o manto da busca pela igualdade social”, mas acabaram promovendo “verdadeiros massacres à sua população”.

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Em carta aberta, Rodrigues afirmou que sua saída é “um imperativo ético ante a sanção de uma lei abjeta que institui uma data para celebrar a ‘memória das vítimas do comunismo’ no DF”.

O agora ex-assessor também criticou a falta de menção ao governo militar no Brasil e citou nomes como o do jornalista Vladimir Herzog e o do estudante Honestino Guimarães.

“Por isso deixo o governo, mas não a luta. Enquanto tiver voz, lutarei para que se revogue esta infame lei”, declarou Rodrigues, ao confirmar que continuará atuando pela revogação da norma mesmo fora do cargo. (Foto: PixaBay; Fonte: Poder360)

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