A saída da federação formada pelo União Brasil e Progressistas da base do governo federal alterou o cenário político nacional nesta semana. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), comemorou a medida e classificou-a como uma “vitória política pessoal”. Há meses, ele defende o rompimento com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Caiado afirmou que a federação agora segue um caminho definido, com o objetivo de vencer o PT nas eleições de 2026. “Agora o partido tem identidade clara, tem um norte”, disse Caiado. “Está federado com o PP com um único objetivo: derrotar o PT em 2026 e governar o País com tranquilidade”.
O anúncio da decisão foi feito na terça-feira 2, pelos presidentes nacionais Antônio de Rueda (União Brasil-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI). Com isso, ministros dessas legendas devem deixar seus postos. A federação União Progressista, em nota, alertou para punições, incluindo afastamento imediato, em caso de descumprimento da orientação.
Panorama da saída da base governista
Entre os ministros afetados estão Celso Sabino (União Brasil-PA), do Turismo, e André Fufuca (PP-MA), dos Esportes. Atualmente, União Brasil e PP somam 109 deputados e 15 senadores no Congresso Nacional.
Os partidos emitiram um comunicado em que informam que todos os detentores de mandato no governo federal devem renunciar. O descumprimento da decisão poderá gerar punições.
O União Brasil mantém apadrinhados em mais dois ministérios: Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), ambos indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aliado do Palácio do Planalto.
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Alcolumbre também foi responsável pela indicação de Lucas Felipe de Oliveira para a presidência da Codevasf.
No PP, Carlos Vieira segue à frente da Caixa Econômica Federal, cargo para o qual foi indicado por Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, não há previsão de mudanças nessas posições, apesar do afastamento formal das legendas do governo.
Lula cobrou lealdade dos ministros ao governo

Os partidos decidiram desembarcar do governo uma semana depois de o presidente Lula cobrar lealdade de ministros do centrão durante reunião ministerial, sugerindo que deixassem o governo caso não se sentissem à vontade para defender a gestão petista.
A posição do presidente reforçou pressões internas para o desembarque, movimento já defendido por Rueda e Ciro Nogueira, mas até então resistido por membros das siglas devido ao controle de cargos.
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Durante a reunião, Lula também questionou a postura dos ministros do União Brasil e PP em eventos de oposição, citando a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) na homologação da União Progressista.
Na ocasião, Lula afirmou não desejar amizade com Rueda e disse: “Não gosto do dirigente partidário e a recíproca também é verdadeira”.
O petista também mencionou Ciro Nogueira, lembrando que o senador foi ministro de Bolsonaro e alegando que “não tem votos para se reeleger no Estado no próximo ano”.
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