

O veto do prefeito Eduardo Paes (PSD) ao projeto de lei 3420-A/2024, de autoria de Dr. Rogério Amorim (PL), que declara o Padre José de Anchieta como Patrono Municipal da Educação da cidade, foi derrubado pelo plenário da Câmara do Rio (CMRJ) esta semana.
Para o vereador Rogério Amorim, o posicionamento dos colegas é uma demonstração de que o atual modelo educacional, baseado nas ideias de Paulo Freire, não é benéfico à educação da população. Freire é patrono da educação nacional.
Na justificativa do projeto, o vereador ressalta que dedicação e a obra e Anchieta “representam valores de perseverança, dedicação e compromisso com o ensino, tornando-o uma figura exemplar e digna de ser homenageada como patrono municipal da educação do Rio de Janeiro”. Para ele, a derrubada do veto é “um passo inicial para mudar a lógica de uma educação politizada e manipuladora, por uma verdadeiramente emancipadora”, disse, acrescentando que “José de Anchieta foi o primeiro grande educador do nosso país”, como reportou O Globo.
Nascido em 1534, o Padre José de Anchieta foi um missionário jesuíta de suma importância para a educação e cultura no Brasil colonial. Anchieta é lembrado por suas contribuições religiosas e literárias. Entre as obras por ele escritas estão peças de teatro e poesias. Padre Anchieta, que faleceu em 1597, também fundou colégios fundamentais para a educação no Brasil.
