
O Rio de Janeiro passa por um sério problema de saúde pública: a infestação de mosquitos borrachudos. Nesta terça-feira (17), o presidente da Câmara Municipal (CMRJ), Carlo Caiado (PSD) e outros vereadores, participaram de uma audiência pública da Comissão Especial, presidida pelo Marcelo Diniz (PSD), para tratar do assunto.
Segundo o presidente da Câmara, a infestação de borrachudos é um “caso de saúde pública” diante do qual a Prefeitura determinou a criação da comissão liderada por Marcelo Diniz. Carlo Caiado destaca que é preciso “ter políticas públicas de início imediato, de médio a longo prazo, para estabelecer as diretrizes para sociedade entender como agir para combater o mosquito”.
A Prefeitura, por sua vez, tem realizado ações integradas, como a aplicação de larvicidas, lavagem de pedras em rios e córregos, limpeza e remoção de lixo nas regiões mais afetadas nas principais áreas afetadas: Itanhangá, Alto da Boa Vista, Tijuquinha, Morro do Banco e Barrinha.
A Prefeitura deve continuar realizando ações do gênero, com ênfase na dragagem de rios, limpeza de pedras, matas, acionamento de guardiões dos rios e de garis comunitários, além de reforçar hábitos adequados de descarte de lixo na população. Somados, os esforços, ainda segundo Carlo Caiado, devem resultar na criação de uma cartilha oficial da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), para que as normas estabelecidas possam ser cobradas.
Na luta contra borrachudos, uso de carro fumacê, ou jogar cal ou cloro no lixo não são eficazes contra o mosquito. A espécie só se reproduz em água corrente. Reduzir a população de borrachudos, segundo Caiado, depende da união entre o poder público e a sociedade, com a adoção de medidas sustentáveis, como evitar o acúmulo de matéria orgânica nas proximidades de riachos, e o uso de repelentes.
