Câmara do Rio vai criar comissão especial para avaliar o impacto da reforma tributária no setor de cultura e eventos do Rio

O vereador Rafael Aloisio Freitas (PSD), que vem atuando desde a pandemia para a retomada do Rio como principal vitrine cultural do país, vai pedir a abertura de uma comissão especial na Câmara do Rio para analisar a aplicação da reforma tributária no município.

A preocupação é com o impacto nos setores de cultura, eventos e entretenimento, já que a lei municipal de incentivo à cultura é baseada no ISS e, com a nova legislação, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula (PT), o velho Imposto sobre Serviços deixa de existir. Será criado o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), uma fusão do ISS com o ICMS.

Será necessário debater nas casas legislativas como serão conduzidas as mudanças nas leis de incentivo, que eram baseadas na decisão de empresas destinar parte desses impostos para projetos culturais.

A pauta foi abordada durante a reunião da Apresenta, entidade que reúne líderes empresariais dos setores de eventos e entretenimento. A ideia é somar forças para ampliar projetos e a economia da cidade.

Eventos têm sido a grande força motriz do setor turístico do Rio

Em 2025, a lei municipal de incentivo à cultura atingiu um marco histórico, viabilizando mais de R$ 76,2 milhões para projetos culturais, sendo o maior valor já registrado na história. 

Só no ano passado o Rio recebeu 12,5 milhões de turistas, movimentando R$ 27,2 bilhões na economia, sendo os eventos culturais da cidade grande força motriz do setor.



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