A campanha do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vai acionar a Justiça Eleitoral depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para o deputado federalista Guilherme Boulos (Psol-SP), pré-candidato à Prefeitura da cidade, nesta quarta-feira, 1°.
“A equipe de campanha que cuida da segmento jurídica vai ingressar com ação judicial”, disse o prefeito a jornalistas. “Ficou muito simples do desrespeito à lei eleitoral, pediu voto claramente em um ato importante cá na cidade de São Paulo. Portanto, não há outro caminho a não ser judicializado para buscar a reparação por conta de um ato desse inadvertido do presidente, imagino.”
O ato de Lula ocorreu, nesta tarde, no estádio do Corinthians, em Itaquera, São Paulo. A lei eleitoral restringe a propaganda antecipada na pré-campanha. A propaganda eleitoral será permitida exclusivamente depois de 16 de agosto, quando as candidaturas já estiverem registradas na Justiça Eleitoral.
Em ato esvaziado na zona leste de São Paulo, Lula pede voto para o ‘companheiro’ Guilherme Boulos pic.twitter.com/dRnR2T8N0L
— Revista Oeste (@revistaoeste) May 1, 2024
Nunes disse ainda lamentar a situação e destacou que Lula parece ainda estar no “tribuna de 2022 e já pensando no tribuna de 2026”. “Uma vez que presidente da República, tem uma atitude que claramente ele sabe que é um desrespeito à lei eleitoral”, continuou. “É lamentar. Não tem outra vocábulo a não ser lamentar.”
Em nota, o jurisconsulto do diretório municipal do MDB de SP, Ricardo Vita Porto, informou que o partido vai promover as medidas jurídicas cabíveis, buscando a emprego de multa contra Lula e Boulos por “propaganda eleitoral antecipada”.
“Paralelamente, se pedirá ao Ministério Público a lisura de sindicância para a apuração dos valores gastos com o evento, incluindo os públicos, além do uso da estrutura sindical com o objetivo de se promover candidatura”, continuou Porto.
Além de pedir votos no ato em Itaquera, Lula disse que Boulos enfrenta uma “verdadeira guerra” em SP, pois disputa contra o “rival vernáculo”, o “rival estadual” e o “rival municipal.
Outros dois pré-candidatos à Prefeitura de SP, Marina Helena (Novo) e o deputado federalista Kim Kataguiri (União Brasil) também disseram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra o pedido de voto que Lula fez.
Fala de Lula sobre Boulos configura propaganda eleitoral?

A Oeste, o jurisconsulto profissional em Recta Eleitoral Alberto Rolo avaliou que as declarações de Lula “têm pedido explícito de voto”. “Caracteriza propaganda antecipada”, destacou. “Punição e multa de R$ 5 milénio a R$ 25 milénio para quem falou e para o beneficiário se tinha conhecimento prévio.” Desse modo, Lula teria cometido ilícito eleitoral.
O evento em que Lula e Boulos estavam era do governo federalista, além de ser transmitido pelo “meato gov”. Isso, segundo Rolo, pode “atrair eventual desfeita dos meios de informação social”, pois se trata da máquina pública.
Ainda conforme o jurisconsulto, essa ação de Lula, somada a outras em obséquio de Boulos no porvir, pode ensejar, ainda, uma eventual cassação de registro da candidatura do deputado.
A campanha do prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), vai acionar a Justiça Eleitoral depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para o deputado federalista Guilherme Boulos (Psol-SP), pré-candidato à Prefeitura da cidade, nesta quarta-feira, 1°.
“A equipe de campanha que cuida da segmento jurídica vai ingressar com ação judicial”, disse o prefeito a jornalistas. “Ficou muito simples do desrespeito à lei eleitoral, pediu voto claramente em um ato importante cá na cidade de São Paulo. Portanto, não há outro caminho a não ser judicializado para buscar a reparação por conta de um ato desse inadvertido do presidente, imagino.”
O ato de Lula ocorreu, nesta tarde, no estádio do Corinthians, em Itaquera, São Paulo. A lei eleitoral restringe a propaganda antecipada na pré-campanha. A propaganda eleitoral será permitida exclusivamente depois de 16 de agosto, quando as candidaturas já estiverem registradas na Justiça Eleitoral.
Em ato esvaziado na zona leste de São Paulo, Lula pede voto para o ‘companheiro’ Guilherme Boulos pic.twitter.com/dRnR2T8N0L
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Nunes disse ainda lamentar a situação e destacou que Lula parece ainda estar no “tribuna de 2022 e já pensando no tribuna de 2026”. “Uma vez que presidente da República, tem uma atitude que claramente ele sabe que é um desrespeito à lei eleitoral”, continuou. “É lamentar. Não tem outra vocábulo a não ser lamentar.”
Em nota, o jurisconsulto do diretório municipal do MDB de SP, Ricardo Vita Porto, informou que o partido vai promover as medidas jurídicas cabíveis, buscando a emprego de multa contra Lula e Boulos por “propaganda eleitoral antecipada”.
“Paralelamente, se pedirá ao Ministério Público a lisura de sindicância para a apuração dos valores gastos com o evento, incluindo os públicos, além do uso da estrutura sindical com o objetivo de se promover candidatura”, continuou Porto.
Além de pedir votos no ato em Itaquera, Lula disse que Boulos enfrenta uma “verdadeira guerra” em SP, pois disputa contra o “rival vernáculo”, o “rival estadual” e o “rival municipal.
Outros dois pré-candidatos à Prefeitura de SP, Marina Helena (Novo) e o deputado federalista Kim Kataguiri (União Brasil) também disseram que vão acionar a Justiça Eleitoral contra o pedido de voto que Lula fez.
Fala de Lula sobre Boulos configura propaganda eleitoral?


A Oeste, o jurisconsulto profissional em Recta Eleitoral Alberto Rolo avaliou que as declarações de Lula “têm pedido explícito de voto”. “Caracteriza propaganda antecipada”, destacou. “Punição e multa de R$ 5 milénio a R$ 25 milénio para quem falou e para o beneficiário se tinha conhecimento prévio.” Desse modo, Lula teria cometido ilícito eleitoral.
O evento em que Lula e Boulos estavam era do governo federalista, além de ser transmitido pelo “meato gov”. Isso, segundo Rolo, pode “atrair eventual desfeita dos meios de informação social”, pois se trata da máquina pública.
Ainda conforme o jurisconsulto, essa ação de Lula, somada a outras em obséquio de Boulos no porvir, pode ensejar, ainda, uma eventual cassação de registro da candidatura do deputado.
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