“Carlos Bolsonaro desestabiliza o projeto de direita em SC”, dispara deputada Ana Campagnolo

Em entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, a deputada Ana Campagnolo (PL-SC) voltou a comentar a crise no Partido Liberal de Santa Catarina, afirmando que a chegada de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao estado “desestabilizou o projeto da direita catarinense” e provocou o afastamento da deputada federal Caroline de Toni.




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Durante a conversa, Campagnolo revelou que Caroline — que era o nome mais forte da direita catarinense para o Senado — perdeu espaço dentro do PL após a confirmação da pré-candidatura de Carlos.

“Nós temos 580 vereadores no PL e 530 estavam com a Carol De Toni candidata ao Senado. Mas quando o Carlos veio, ele assumiu a vaga que era dela. Se ela bater o pé e quiser ser candidata, vai ter que sair do partido.”, afirmou.

A deputada destacou que o PL catarinense nunca teve duas vagas garantidas para o Senado e que a segunda vaga já vinha sendo negociada há mais de um ano com o senador Esperidião Amin (PP), aliado de Jair Bolsonaro.

“Todo mundo que é catarinense sabe – mas tem que ser catarinense para saber – que o PL vai negociar a segunda vaga com a coligação. Essa vaga já estava prometida ao senador Esperidião Amin.”, declarou.

Segundo Campagnolo, o próprio governador Jorginho Mello (PL) confirmou o cenário e a impossibilidade de uma chapa pura no estado.

“O governador me autorizou a dizer publicamente que não vai lançar chapa pura. A segunda vaga é da coligação e ponto final.”, contou a deputada, que afirmou ter conversado pessoalmente com o chefe do Executivo.

Durante o programa, ela também revelou que Caroline de Toni está em tratativas com o Partido Novo, conversando com Eduardo Ribeiro e Marcel Van Hattem sobre uma possível filiação.

“A Carol vai ter que sair do PL. É a nossa maior deputada, a mais votada, ex-presidente da CCJ, e agora não tem mais espaço.”, afirmou.

Ana reforçou que não é contra Carlos Bolsonaro, mas acredita que sua chegada foi mal conduzida e gerou uma instabilidade política dentro do grupo.

“Eu não falei que o Carlos não deveria vir, falei que ele era bem-vindo. O que eu disse é que a chegada dele desestabiliza o projeto da direita em Santa Catarina.”, completou.

Nos bastidores, aliados de Caroline avaliam que a decisão de Jair Bolsonaro de apoiar a candidatura do filho em Santa Catarina enfraqueceu as bases locais e criou um racha entre as lideranças do PL.

A entrevista repercutiu amplamente nas redes sociais, com militantes bolsonaristas divididos entre o apoio a Caroline e a defesa da chegada de Carlos ao estado.



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