Carteiro Reaça critica OAB por apoiar defesa de “Careca do INSS”

O deputado estadual por São Paulo Gil Diniz (PL), conhecido como Carteiro Reaça, criticou uma nota divulgada pelo conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). No texto, a entidade condenou o desrespeito às prerrogativas da advocacia durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O episódio ocorreu na quinta-feira 25, quando o advogado Cleber Lopes, defensor do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, discutiu com parlamentares no início da sessão.

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Antunes, apontado como operador de um esquema que teria desviado milhões de aposentados e pensionistas, se recusou a responder às perguntas do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Ele alegou ter sido chamado de “bandido” pelo parlamentar.

Tumulto na CPMI do INSS

A reação provocou bate-boca no plenário. O advogado Cleber Lopes se exaltou, e o deputado Zé Trovão (PL-SC) partiu em sua direção gritando “cala a boca”. Diante do tumulto, a sessão precisou ser suspensa, e a Polícia Legislativa foi acionada para conter os ânimos.

A OAB classificou a cena como “inaceitável” e disse que houve violação da lei e da Constituição. A entidade ainda apresentou desagravo público ao advogado e afirmou que vai adotar providências para que situações semelhantes não se repitam.

Carteiro Reaça relembra irregularidade em julgamentos do 8 de janeiro

A manifestação gerou reação imediata do Carteiro Reaça. Nas redes sociais, ele acusou a OAB de agir com dois pesos e duas medidas: “Se as prerrogativas de um advogado que defende uma vovó acusada de golpe de Estado são violadas no STF, tá tudo certo”.

Ele continuou sua fala, afirmando que a ordem só “sai da toca” quando é “advogado defendendo alguém suspeito de lesar vovózinhas”. Para o deputado, a entidade reage de forma seletiva, dependendo de quem está sendo defendido.

O comentário de Diniz gerou críticas de outros usuários à postura da Ordem em diferentes episódios políticos e jurídicos. Uma usuária do X afirmou que a “OAB perdeu o respeito do povo brasileiro”. Outro chamou a entidade de “câncer da nação”.

A OAB informou já ter iniciado diálogo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e espera que novas medidas assegurem o respeito às prerrogativas da advocacia.

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