A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, nesta segunda-feira (24/2), a ação penal contra os suspeitos de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
Após leitura do relatório do caso pelo ministro Alexandre de Moraes e a sustentação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a advogada que representa a assessora Fernanda Chaves falou perante os ministro da Turma.
Maria Victoria Hernandez Lerner falou no julgamento como assistente de acusação. Fernanda Chaves estava no carro quando Marielle e o motorista Anderson foram assassinados, sendo a única sobrevivente.
Para a advogada de Fernanda Chavez, ela foi uma sobrevivente “circunstancial”.
“A Fernanda, de um dia para o outro, não perdeu apenas sua assessorada , mas sua madrinha, amiga, comadre. E ela vivenciou um momento de terror. Ela viveu um período longo de terror, de não saber de onde veio aqueles projéteis que mataram Marielle e Anderson. Ela teve a circunstância de sobreviver, a sobrevivência dela foi circunstancial”, disse a advogada.
Durante o momento de acusação, o defensor público do Estado do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Lourival Carriello, que representa Marinete Franco, mãe de Marielle, disse que as delações premiadas de Élcio de Queiroz e Ronnie Lesa, que foram base para a acusação da PGR, são lícitas.
“Ela (delação premiada) é lícita. (…) Ela qualifica o julgamento, me parece que sim. Não por um voluntarismo da acusação ou defesa. Ela não é um peça isolada, toda dinâmica narrativa dos executores encontra suporte em várias situações bem desenhadas”, disse o defensor.
Por fim da parte da acusação, o defensor público Fábio Amado Barreto falou pela viúva de Anderson Gomes, Ágatha Arnaus. O defensor também reforçou a legalidade das delações premiadas, tendo em vista a ligação de Ronie Lessa com os irmãos Brazão.
“Ronnie Lessa poderia ter imputado o crime a pessoas muito menos poderosas, vereador, um ex-vereador, e não a família que hoje ela se revela como uma das mais poderosas do estado do Rio de Janeiro, com muitos recursos, com muito poder político e muitas conexões. Ronnie Lessa trouxe informações de pessoas com quem ele não tinha nenhuma intimidade ou animosidade”, destacou Barreto.
Em duas sessões, os quatro integrantes do colegiado definirão se cinco pessoas são culpadas ou inocentes diante do que apontou a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, nesta segunda-feira (24/2), a ação penal contra os suspeitos de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018.
Após leitura do relatório do caso pelo ministro Alexandre de Moraes e a sustentação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a advogada que representa a assessora Fernanda Chaves falou perante os ministro da Turma.
Maria Victoria Hernandez Lerner falou no julgamento como assistente de acusação. Fernanda Chaves estava no carro quando Marielle e o motorista Anderson foram assassinados, sendo a única sobrevivente.
Para a advogada de Fernanda Chavez, ela foi uma sobrevivente “circunstancial”.
“A Fernanda, de um dia para o outro, não perdeu apenas sua assessorada , mas sua madrinha, amiga, comadre. E ela vivenciou um momento de terror. Ela viveu um período longo de terror, de não saber de onde veio aqueles projéteis que mataram Marielle e Anderson. Ela teve a circunstância de sobreviver, a sobrevivência dela foi circunstancial”, disse a advogada.
Durante o momento de acusação, o defensor público do Estado do Rio de Janeiro, Pedro Paulo Lourival Carriello, que representa Marinete Franco, mãe de Marielle, disse que as delações premiadas de Élcio de Queiroz e Ronnie Lesa, que foram base para a acusação da PGR, são lícitas.
“Ela (delação premiada) é lícita. (…) Ela qualifica o julgamento, me parece que sim. Não por um voluntarismo da acusação ou defesa. Ela não é um peça isolada, toda dinâmica narrativa dos executores encontra suporte em várias situações bem desenhadas”, disse o defensor.
Por fim da parte da acusação, o defensor público Fábio Amado Barreto falou pela viúva de Anderson Gomes, Ágatha Arnaus. O defensor também reforçou a legalidade das delações premiadas, tendo em vista a ligação de Ronie Lessa com os irmãos Brazão.
“Ronnie Lessa poderia ter imputado o crime a pessoas muito menos poderosas, vereador, um ex-vereador, e não a família que hoje ela se revela como uma das mais poderosas do estado do Rio de Janeiro, com muitos recursos, com muito poder político e muitas conexões. Ronnie Lessa trouxe informações de pessoas com quem ele não tinha nenhuma intimidade ou animosidade”, destacou Barreto.
Em duas sessões, os quatro integrantes do colegiado definirão se cinco pessoas são culpadas ou inocentes diante do que apontou a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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