Uma nova etapa foi aberta no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados contra Gilvan da Federal (PL-ES) depois de declarações consideradas ofensivas à ministra Gleisi Hoffmann (PT), das Relações Institucionais.
O processo disciplinar, instaurado na terça-feira 8, examina a conduta do parlamentar por possíveis violações ao decoro parlamentar.
As acusações remontam ao fim de abril, quando Gilvan sugeriu em sessão da Comissão de Segurança Pública que a ministra fosse chamada de “prostituta do caramba”.
O deputado baseou-se em uma planilha, que indicava supostos repasses irregulares da Odebrecht a políticos, onde Gleisi era citada com o codinome “amante”.
Possíveis sanções contra Gilvan da Federal


Em maio, o Conselho já havia determinado a suspensão do mandato de Gilvan por três meses, a partir de solicitação feita pela direção da Câmara ainda em abril, medida inédita na Casa até então.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Casa, articulou a punição no Colégio de Líderes e pressionou pela abertura do processo. Deputados relataram que o afastamento de Gilvan da Federal já estava combinado nos bastidores, antes mesmo da votação.
Agora, o colegiado analisará se outras sanções serão aplicadas, incluindo a possibilidade de perda do mandato.
Na próxima semana, o Conselho vai sortear três deputados para compor a lista de onde será escolhido o relator da apuração envolvendo Gilvan da Federal. O deputado será notificado e terá dez dias úteis para apresentar sua defesa.
O colegiado poderá realizar diligências por até 15 dias úteis, prorrogáveis por igual período mediante autorização do Plenário.
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