CPI do Crime Organizado convoca Rodrigo Bacellar e quer ouvir Garotinho sobre relação entre política e crime

A CPI do Crime Organizado do Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (9), a convocação do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar (União), para prestar depoimento ao colegiado.

O parlamentar fluminense é apontado em investigações como suspeito de vazar informações de uma operação da Polícia Federal contra o ex-deputado estadual TH Joias, investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho. Bacellar e sua defesa negam as acusações.

O presidente da Alerj chegou a ser preso pela PF. Nesta segunda-feira (8), porém, o plenário da Assembleia decidiu revogar a prisão do deputado. A decisão foi publicada nesta terça (9). Como foi convocado pela CPI, Bacellar será obrigado a comparecer ao Senado para depor.

Para o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), o foco é entender como o crime organizado se aproveita de brechas institucionais. “As investigações têm mostrado que o crime organizado se fortalece quando encontra brechas dentro do próprio Estado. É nosso dever esclarecer quais estruturas favorecem esse processo”, afirmou Contarato.

Na mesma sessão, a CPI aprovou também um convite ao ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho. Diferentemente de Bacellar, ele não é obrigado a comparecer. Ainda não há data definida para a oitiva.

Ex-deputado federal e ex-candidato à Presidência da República, Garotinho governou o estado do Rio de Janeiro de 1º de janeiro de 1999 a 6 de abril de 2002. Depois, voltou à cena nacional ao cumprir mandato como deputado federal entre 2011 e 2015.

Com a convocação de Rodrigo Bacellar e o convite a Anthony Garotinho, a CPI do Senado amplia a pressão sobre figuras centrais da política fluminense, em meio às investigações sobre os vínculos entre crime organizado e estruturas do Estado.

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