CPMI do INSS terá sessão extra para votar novas convocações


A ausência de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, em depoimento marcado para esta segunda-feira, 15, levou a CPMI do INSS a reagir com firmeza. Em reunião emergencial, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou a convocação de familiares, sócios e associados dos principais investigados.

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Segundo Viana, a decisão de convocar uma sessão extra ocorreu com o cancelamento do depoimento do Careca do INSS e, posteriormente, de Camilo Camisotti. Com as ausências, foi realizada uma reunião no gabinete do presidente com o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), o vice-presidente Duarte Júnior (PSB-MA), e lideranças parlamentares. 

Camisotti e Careca do INSS
Maurício Camisotti e Careca do INSS foram presos por ordem do STF e deveriam ter ido à comissão nesta semana | Foto: Reprodução/Redes sociais

“Analisamos a decisão hoje de um dos envolvidos em não comparecer à CPMI, apesar do compromisso que foi feito pela defesa durante o final de semana”, explicou Viana. “Há consenso de todos os participantes: nós estamos convocando para amanhã (16) às 14 horas uma sessão extra-pauta para votação em regime de urgência de seis requerimentos para comparecimento já na próxima quinta-feira (17).”

Eis a lista com os seis nomes que devem ser os próximos convocados:

  • Tânia Carvalho dos Santos — mulher do Careca do INSS, é alvo de suspeitas por movimentações financeiras, incluindo a compra de imóvel com R$ 3 milhões em dinheiro vivo;
  • Romeu Carvalho Antunes — filho do Careca do INSS e sócio em empresas ligadas ao esquema;
  • Rubens Oliveira Costa — sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes;
  • Milton Salvador de Almeida Jr. — sócio em diversas empresas vinculadas às fraudes.
  • Cecília Montalvão — mulher de Maurício Camisotti, também é sócia em uma empresa com movimentações bancárias de quase R$ 300 milhões; e
  • Nelson Williams — advogado que foi alvo de operação da Polícia Federal, acusado de movimentações financeiras suspeitas.

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Convocados devem colaborar na CPMI do INSS

Segundo Viana, houve uma grande discussão na reunião sobre a possível convocação de Nelson William, mas também houve um “consenso com relação ao advogado” entre base e oposição.

“A argumentação é de que os advogados têm prerrogativas, mas, no caso de Nelson Williams, nós entendemos com muita clareza que há uma série de indícios que precisam ser esclarecidos, desde movimentação financeira a uma série de outras questões e documentos que nós apresentaremos no dia em que ele estiver presente na CPMI”, disse.

O presidente da CPMI reforçou que a estratégia da comissão é garantir que os depoentes compareçam e prestem esclarecimentos, sob pena de terem sua situação agravada pelas investigações. 

“Se eles forem presos, como nós solicitamos, já demos um passo importante, porque terão de falar à Polícia Federal de uma maneira ou de outra”, esclareceu o senado. “E nós teremos acesso aos inquéritos assim que as investigações forem terminando.”

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Segundo Viana, há um acordo com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para que os dados da Polícia Federal sejam compartilhados com a CPMI conforme o sigilo for sendo levantado. “Então se a pessoa quiser falar, é bom para ela vir dar a versão dela, inclusive publicamente. Senão, nós teremos os dados da Polícia Federal”, completou.


Próximos passos

Na próxima quinta-feira, além da votação das seis convocações já anunciadas, outros requerimentos deverão ser apreciados. Entre eles, nomes de presidentes e diretores de associações, servidores públicos e ex-dirigentes do INSS. 

“Quinta-feira nós votaremos outros nomes de presidentes, diretores de associações e também servidores públicos, requerimentos que foram apresentados depois do acordo da primeira reunião”, disse Viana.


O presidente da CPMI frisou que a unidade entre governo e oposição é uma demonstração de seriedade para dar uma resposta à sociedade: “É uma resposta que a CPMI quer dar claramente à falta de seriedade do advogado da defesa de Antônio Carlos Camilo em relação ao acordo que foi feito conosco”.

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