Depois de derrota, governistas comparecem em peso à CPMI do INSS


Depois da derrota sofrida na primeira reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), quando a oposição conseguiu emplacar a presidência e a relatoria do colegiado, parlamentares governistas compareceram em peso ao encontro desta terça-feira, 26.

O movimento foi interpretado como uma tentativa de reorganizar a base aliada, fragilizada depois do revés. Na sessão anterior, a falta de articulação do Planalto abriu espaço para a vitória oposicionista. Agora, a presença maciça dos governistas busca sinalizar reação e disposição para disputar narrativas no andamento das investigações. Entre outros aliados de Lula, estiveram o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) e o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secom.

Deputados e senadores ligados ao governo defenderam a necessidade de “garantir equilíbrio” nas apurações sobre fraudes e irregularidades no INSS. Nos bastidores, líderes afirmaram a Oeste que a mobilização reflete também uma cobrança direta do palácio, preocupado em evitar novas derrotas no Congresso.

Já a oposição vê a movimentação como tardia. Integrantes do grupo que controla a CPMI afirmam que o governo “acordou tarde demais” e que a correlação de forças já está definida.

Pauta da CPMI do INSS

Agencia do INSS; previdência
Fachada do Posto de Atendimento aos segurados do INSS em São Paulo | Foto: Hélvio Romero/Estadão Conteúdo

A CPMI deve analisar nesta semana requerimentos de quebras de sigilo e convocações de ex-dirigentes do instituto, abrindo a primeira leva de oitivas após a definição da sua direção.

Leia também: “Perdulário e populista”, artigo publicada na Edição 284 da Revista Oeste

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