O deputado estadual Jessé Lopes, do PL, divulgou neste sábado (29) um vídeo em seu perfil no Instagram direcionado ao delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel. Na gravação, o parlamentar eleva o tom das críticas e utiliza expressões duras ao comentar declarações recentes do chefe da PCSC.
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Jessé afirma que decidiu voltar a se manifestar após entender que falas de Ulisses em uma entrevista faziam referência ao trabalho dos deputados estaduais. O ponto de maior irritação para o parlamentar foi a menção do delegado ao termo “TQQ” para se referir a quem trabalha apenas às “terças, quartas e quintas”. O deputado rebateu dizendo que a Assembleia Legislativa opera nesses dias por definição regimental, mas que sua rotina inclui agendas e atendimentos em toda a semana.
O vídeo também aborda um episódio no Morro do Horácio, em Florianópolis. Jessé contesta a versão apresentada por Ulisses à época, quando o delegado-geral mencionou uma troca de tiros ligada ao enfrentamento ao crime organizado. Segundo o parlamentar, a narrativa não corresponde ao que policiais relataram internamente. Ele também mencionou compromissos recentes em municípios do Sul do Estado para sustentar a crítica de que não atua apenas em dias específicos.
Ao longo da gravação, Jessé ainda questiona a trajetória de Ulisses até assumir o comando da Polícia Civil e afirma que, em sua avaliação, o desempenho da corporação não estaria relacionado diretamente à atuação do delegado-geral.
O deputado também comenta o cenário político, destacando que Ulisses é pré-candidato a deputado estadual pelo PL, mas que não teria histórico de alinhamento com referências do partido, como o governador Jorginho Mello e o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ulisses Gabriel não havia comentado as declarações até a última atualização desta matéria.
Pedido de impeachment
Paralelamente à troca de críticas, Ulisses é alvo de um pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa. O documento, que reúne mais de 150 páginas, alega que o delegado-geral teria utilizado a estrutura da Polícia Civil em ações que poderiam ter caráter político, apontando supostas irregularidades que serão analisadas pelos parlamentares.
