Requerimento reúne 201 assinaturas e busca apurar negociações de R$ 12 bilhões em títulos considerados de ‘qualidade duvidosa’; Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) aponta risco aos cofres públicos
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (2), um pedido para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. O objetivo é investigar um conjunto de operações financeiras realizadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
O documento, que conta com o apoio de 201 parlamentares, foca na análise de negociações que somam aproximadamente R$ 12 bilhões. O valor refere-se a títulos e carteiras de crédito adquiridos pelo BRB junto ao Banco Master, os quais são considerados sem lastro (garantia) ou de qualidade duvidosa.
De acordo com Rollemberg, as transações colocaram em risco recursos públicos do banco estatal do Distrito Federal. O deputado cita um depoimento prestado à Polícia Federal pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Segundo o diretor, o BRB poderá ser obrigado a separar uma reserva de até R$ 5 bilhões para cobrir eventuais prejuízos decorrentes dessas operações.
O parlamentar classifica o caso como o “maior escândalo financeiro da história do Brasil” e defende que o Congresso Nacional dê uma resposta imediata. Rollemberg sustenta que o caso ultrapassa a esfera financeira e atinge o campo político, mencionando a necessidade de ouvir autoridades de diferentes poderes e governos estaduais.
Entre os nomes citados pelo deputado que precisariam prestar esclarecimentos estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Rollemberg também pede a investigação das conexões construídas por Daniel Vorcaro com agentes públicos, que teriam permitido a realização das operações.
Trâmite na Câmara
Segundo o deputado, não existem impedimentos regimentais para o início dos trabalhos. O regimento interno da Câmara permite o funcionamento simultâneo de até cinco CPIs e, atualmente, nenhuma comissão de inquérito está em andamento na Casa.
“O que existe agora é uma decisão política. Depende exclusivamente da vontade política do presidente da Câmara e dos líderes partidários”, afirmou Rollemberg, reforçando que a comissão é essencial para identificar responsabilidades e apurar a falta de fiscalização.
O pedido aguarda despacho da Presidência da Câmara para ser lido em plenário, dando início ao processo de instalação.
Requerimento reúne 201 assinaturas e busca apurar negociações de R$ 12 bilhões em títulos considerados de ‘qualidade duvidosa’; Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) aponta risco aos cofres públicos
O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) protocolou na Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (2), um pedido para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master. O objetivo é investigar um conjunto de operações financeiras realizadas entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
O documento, que conta com o apoio de 201 parlamentares, foca na análise de negociações que somam aproximadamente R$ 12 bilhões. O valor refere-se a títulos e carteiras de crédito adquiridos pelo BRB junto ao Banco Master, os quais são considerados sem lastro (garantia) ou de qualidade duvidosa.
De acordo com Rollemberg, as transações colocaram em risco recursos públicos do banco estatal do Distrito Federal. O deputado cita um depoimento prestado à Polícia Federal pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Segundo o diretor, o BRB poderá ser obrigado a separar uma reserva de até R$ 5 bilhões para cobrir eventuais prejuízos decorrentes dessas operações.
O parlamentar classifica o caso como o “maior escândalo financeiro da história do Brasil” e defende que o Congresso Nacional dê uma resposta imediata. Rollemberg sustenta que o caso ultrapassa a esfera financeira e atinge o campo político, mencionando a necessidade de ouvir autoridades de diferentes poderes e governos estaduais.
Entre os nomes citados pelo deputado que precisariam prestar esclarecimentos estão o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Rollemberg também pede a investigação das conexões construídas por Daniel Vorcaro com agentes públicos, que teriam permitido a realização das operações.
Trâmite na Câmara
Segundo o deputado, não existem impedimentos regimentais para o início dos trabalhos. O regimento interno da Câmara permite o funcionamento simultâneo de até cinco CPIs e, atualmente, nenhuma comissão de inquérito está em andamento na Casa.
“O que existe agora é uma decisão política. Depende exclusivamente da vontade política do presidente da Câmara e dos líderes partidários”, afirmou Rollemberg, reforçando que a comissão é essencial para identificar responsabilidades e apurar a falta de fiscalização.
O pedido aguarda despacho da Presidência da Câmara para ser lido em plenário, dando início ao processo de instalação.
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