Deputados aprovam projeto de lei que reconhece evento em homenagem a refugiados como patrimônio cultural do RJ

Edição 2024 do ”Rio Refugia” – Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (07/08), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, um projeto de lei, elaborado pela deputada Dani Monteiro (PSOL), que declara o evento ”Rio Refugia” como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado.

Agora, o texto segue para análise do governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para decidir se sanciona ou veta a proposta.

Realizado anualmente em referência ao Dia Mundial do Refugiado, o ”Rio Refugia” é considerado o maior evento do país voltado à pauta do refúgio e da migração, reunindo milhares de pessoas e dezenas de expositores de diferentes nacionalidades.

Organizado pela Abraço Cultural, PARES Cáritas-RJ e Sesc-RJ, com apoio da ACNUR/ONU, o evento movimenta cerca de 6 mil pessoas por edição, gerando renda, conexões e visibilidade para migrantes e refugiados.

”O ‘Rio Refugia’ é mais do que um evento cultural. Ele representa dignidade, renda, reconhecimento e pertencimento para centenas de pessoas que deixaram seus países em busca de sobrevivência. Para 75% dos empreendedores refugiados, essa é uma data que simboliza valorização pessoal e cultural, e isso precisa ser protegido. Fazer política para quem foi esquecido pela própria política é o que me move. E saber que metade dessas pessoas encontram no ‘Rio Refugia’ sua maior fonte de renda no ano só reforça o quanto essa luta é urgente e justa”, diz Dani Monteiro, que, vale ressaltar, preside a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj.

Cerca de 70 refugiados e migrantes, de ao menos 10 nacionalidades distintas, participam da produção e execução do evento, com impacto direto na circulação econômica e na construção de novos laços sociais no estado.

”Esse projeto é uma forma de dizer que o Rio de Janeiro reconhece, respeita e aprende com a diversidade. Nosso estado é o refúgio de muita gente que movimenta também a economia fluminense. Então, se a cultura não tem fronteiras, os direitos também não deveriam ter. Seguiremos lutando por essas pessoas”, complementa Dani Monteiro.

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