Um jantar na casa do presidente da federação União Brasil-PP, Antonio de Rueda, em Brasília, marcou o início da articulação da direita e da centro-direita para a eleição presidencial de 2026, com a inelegibilidade e possível prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro ocorreu nesta terça-feira, 19, e reuniu 12 governadores e presidentes de seis partidos.
Na ocasião, os dirigentes discutiram duas estratégias para o próximo ano. A primeira prevê que cada legenda lance seu próprio candidato e apoie o nome que chegar ao segundo turno, provavelmente contra o candidato do PT, que deverá ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Já a segunda possibilidade é a união no primeiro turno em torno de um nome único. Essa decisão ainda não foi tomada. O nome mais forte para essa opção é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Eleições de 2026 batem à porta
O jantar ocorreu no Lago Sul, área nobre da capital federal. Participaram os governadores:
- Antonio Denarium (PP) – Roraima;
- Cláudio Castro (PL) – Rio de Janeiro;
- Eduardo Riedel (PP) – Mato Grosso do Sul;
- Gladson Cameli (PP) – Acre;
- Ibaneis Rocha (MDB) – Distrito Federal;
- Jorginho Mello (PL) – Santa Catarina;
- Marcos Rocha (União Brasil) – Rondônia;
- Mauro Mendes (União Brasil) – Mato Grosso;
- Ratinho Jr. (PSD) – Paraná;
- Romeu Zema (Novo) – Minas Gerais;
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) – São Paulo;
- Wilson Lima (União Brasil) – Amazonas
Além disso, vice-governadores, deputados e senadores também estiveram presentes. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicano-PB), também participou do encontro.
Entre os presidentes partidários, estavam Antonio de Rueda (União Brasil), Baleia Rossi (MDB), Ciro Nogueira (PP), Marcos Pereira (Republicanos), Valdemar Costa Neto (PL) e Gilberto Kassab (PSD).
O ex-ministro Ciro Gomes também participou do jantar. Aos 67 anos, ele está de saída do PDT e deve se filiar ao União Brasil. Há especulações de que possa disputar a Presidência ou integrar como vice uma chapa de centro-direita. A principal possibilidade, porém, é a candidatura ao governo do Ceará em 2026.
