A rejeição unânime da PEC da Blindagem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal foi alvo de críticas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), nesta quarta-feira, 24. A proposta, que buscava condicionar a abertura de processos criminais contra parlamentares à autorização prévia e sigilosa do Congresso, foi arquivada pela comissão, depois de aval da Câmara dos Deputados na semana passada.
A PEC que o Senado enterrou tentava criar mecanismos de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado. Blindagem já existe, para os corruptos comparsas e cúmplices dos agentes do regime que estão no Judiciário. Nesse país, só vai para…
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 24, 2025
Eduardo afirmou nas redes sociais que a decisão “enterrou a tentativa de criar garantias de proteção aos parlamentares”. Para ele, “a PEC que o Senado enterrou tentava criar mecanismos de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado”. “Blindagem já existe, para os corruptos, comparsas e cúmplices dos agentes do regime que estão no Judiciário”, escreveu o parlamentar.
Acusações ao Judiciário e críticas ao resultado
Eduardo Bolsonaro também acusou o sistema judiciário de perseguir apenas opositores ao governo. “Só vai para a cadeia parlamentar que ousa pensar diferente dos dogmas da extrema esquerda no poder”, afirmou. “Parlamentar corrupto goza de todas as blindagens que seus comparsas no poder permitem.”
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Atualmente nos Estados Unidos, o deputado responsabilizou governadores e senadores pela derrota da PEC. Segundo ele, “os senadores e os governadores que impediram a criação das garantias mínimas contra o regime de exceção são serviçais complacentes dos tiranos”.
Eduardo Bolsonaro ainda criticou o distanciamento dos representantes com a população. “Vocês estão desconectados do povo, embarcados na narrativa da Globo e impressionados com artista fazendo micareta na rua”, escreveu, em referência à última manifestação da esquerda no Brasil. “Optaram por manter os poderes ilimitados da burocracia não eleita, por puro medo politiqueiro.”
Aliados de Bolsonaro e impactos da proposta


Apesar das críticas, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo Bolsonaro, votaram contra a PEC dentro da CCJ. O ex-ministro Rogério Marinho, que também integra a comissão, rejeitou a proposta. “Acredito que erraram na dosagem, e o medicamento, quando é dado em excesso, termina sendo veneno”, declarou Marinho, ao questionar a adoção do voto secreto para autorizar processos contra parlamentares.
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A proposta previa que Câmara e Senado teriam até três meses para decidir, em votação secreta, sobre a autorização de investigações contra seus integrantes. Caso não houvesse decisão nesse prazo, o processo seguiria automaticamente.
