No documentário Apocalipse nos Trópicos, lançado nos cinemas do Brasil na última quinta-feira 3, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou, em entrevista feita em 2022, a dificuldade em conquistar apoio dos evangélicos durante a eleição. Durante sua resposta do petista, a primeira-dama Janja da Silva fez uma intervenção inesperada.
Lula chegou a reconhecer o empenho de Jair Bolsonaro junto ao público evangélico, observando que “ninguém trabalhou como ele” para conquistar esse grupo. Depois, citou que líderes religiosos estavam “convencendo” fiéis a escolherem o adversário nas urnas.
No momento, Janja interrompeu o marido e destacou episódios de violência em igrejas. A primeira-dama chegou a dizer que havia pessoas “dando tiro” dentro desses templos. Assim, no documentário que tem direção de Petra Costa, ela associou líderes evangélicos a práticas violentas.
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O papel de Janja no governo ganhou visibilidade desde o retorno de Lula à Presidência da República. Ela coordena eventos oficiais, faz críticas públicas a adversários, dispõe de assessores pagos pelo governo federal e mantém uma sala no terceiro andar do Palácio do Planalto.
Influência e polêmicas de Janja no governo Lula


Apesar de não ter experiência anterior em cargos públicos e de enfrentar rejeição entre parte do eleitorado, a influência exercida por Janja tem causado desconforto em ministros e aliados do presidente. Ela tornou-se tema de discussões internas.
Como primeira-dama, Janja tem sido protagonista de polêmicas. Nas mais recentes, ela viajou de Brasília a São Paulo, em aeronave da Força Aérea Brasileira, para consulta com ginecologista. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, estava no mesmo voo.
No último fim de semana, a mulher de Lula aproveitou a reunião da Cúpula do Brics, que ocorreu no Rio de Janeiro, para ir a um shopping center de luxo no Leblon.
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