Em meio à briga política, Cláudio Castro diz que Sambódromo pode dar lucro ao estado do Rio

Governador Cláudio Castro na abertura da 11ª edição do Cosud, na região de Pedra Azul, no Espírito Santo – Marcelo Regua

Durante o lançamento de um aplicativo contra roubo e furto de celulares, nesta terça-feira (01/07), o governador Cláudio Castro (PL) defendeu que o Sambódromo pode ser utilizado no abatimento de dívidas ou para “dar lucro” ao estado do Rio.

“Acho que a melhor saída é o diálogo. Esse ativo pode, de repente, ser usado para diminuir uma dívida e dar lucro ao estado, já que o estado que construiu esse ativo. Vamos dialogar com a Assembleia porque quem tem que ganhar é o carnaval”, disse Castro.

A declaração foi dada após o governador vetar o projeto de lei da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que determina que a administração do local passe para o estado. No entanto, a própria Assembleia Legislativa derrubou o veto, nesta segunda-feira (30/06). Assim, a gestão da passarela destinada aos desfiles das escolas de samba passa a ser do Governo Estadual, não mais da Prefeitura.

Briga política

A Alerj derrubou, em sessão extraordinária nesta segunda-feira (30/07), o veto de Cláudio Castro ao projeto de lei que determina que o Sambódromo da Marquês de Sapucaí volte a ser administrado pelo Governo do Estado do Rio. A proposta é de autoria do líder da base governista na casa, Rodrigo Amorim (União). Até o momento, devido ao Decreto-Lei 224/75, a gestão estava a cargo da Prefeitura do Rio.

Na sessão extraordinária desta segunda-feira, foram 57 votos no total, sendo 38 a favor da derrubada do veto e 19 contra.

A situação abre alas para a briga política entre a base de Cláudio Castro – que apoia a pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar (União) ao governo do estado — e o principal adversário de oposição, o prefeito Eduardo Paes (PSD).

O comando do carnaval carioca é uma das marcas de Eduardo Paes, que criticou a base de Castro na Alerj e afirmou que a Prefeitura vai recorrer da decisão na Justiça.

Paes classificou a discussão como uma “perda de tempo” e disse que, aparentemente, o governo estadual não teria mais nenhum problema sério a resolver, já que teria “tempo” e “dinheiro” de sobra para cuidar do Carnaval carioca. Além disso, o prefeito frisou que o próprio governador vetou a ideia no primeiro momento, logo assim que o projeto de lei saiu da Alerj.

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