Erika Hilton faz alerta a Eduardo Bolsonaro após queda da Magnitsky

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou, nesta sexta-feira (12/12), a reação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à retirada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da esposa Viviane Barci de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar fez um alerta direto ao deputado, sugerindo que a mudança imposta pelo governo dos Estados Unidos pode fragilizar a posição política dele.

“Eduardo, você já parou pra pensar que, além de nunca mais poder voltar para o Brasil, você provavelmente vai, aos poucos, perder seu capital político e sua capacidade de se sustentar aí nos EUA?”, escreveu Erika Hilton.

Eduardo, cê já parou pra pensar que, além de nunca mais poder voltar por Brasil, você provavelmente vai, aos poucos, perder seu capital político e sua capacidade de se sustentar aí nos EUA? Que o cenário em que lhe falta dinheiro pras coisas mais básicas é possível?

Pense nisso…

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) December 12, 2025

A deputada afirmou ainda que o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro pode enfrentar, no futuro, um cenário em que “falta dinheiro para as coisas mais básicas”.

“Pense nisso enquanto celebramos o fracasso de quem tentou sancionar o próprio país, colocou em risco o sustento de centenas de milhares de famílias e traiu a pátria pelo que deveria trabalhar”, completou.

A mensagem foi uma resposta ao comunicado divulgado mais cedo por Eduardo Bolsonaro. No texto, ele lamentou a decisão norte-americana e disse receber “com pesar” a retirada das punições. O deputado agradeceu ao presidente Donald Trump pelo “apoio ao longo da trajetória” e afirmou que continuará trabalhando para “encontrar um caminho que permita a libertação do país”.

5 imagensA deputada federal Erika HiltonDeputada Erika HiltonErika Hilton faz alerta a Eduardo Bolsonaro após queda da Magnitsky - imagem 4Eduardo Bolsonaro Fechar modal.MetrópolesDeputada Erika Hilton1 de 5

Deputada Erika Hilton

Igo Estrela/MetrópolesA deputada federal Erika Hilton2 de 5

A deputada federal Erika Hilton

@Igo Estrela / MetrópolesDeputada Erika Hilton3 de 5

Deputada Erika Hilton

Zeca Ribeiro/Câmara dos DeputadosErika Hilton faz alerta a Eduardo Bolsonaro após queda da Magnitsky - imagem 44 de 5

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoEduardo Bolsonaro 5 de 5

Eduardo Bolsonaro

Reprodução/Metrópoles

Contexto da crise

  • Alexandre de Moraes foi incluído na lista Magnitsky em julho, acusado pelo governo Trump de realizar “detenções arbitrárias” e atos de “censura”. Viviane Barci de Moraes foi adicionada em setembro.
  • A sanção provocou forte desgaste diplomático entre Brasília e Washington, com o então secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusando Moraes de conduzir uma “campanha opressiva”.
  • Em meio ao agravamento da crise, ministros do STF e familiares tiveram vistos revogados, e a Casa Branca chegou a considerar tarifaços e novas penalidades contra autoridades brasileiras após a decisão de Moraes que levou à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
  • O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) confirmou a exclusão de Moraes, de Viviane e da empresa Lex — Instituto de Estudos Jurídicos da lista SDN, que reúne alvos de sanções econômicas dos EUA.
  • O comunicado não explicou os motivos da retirada.

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Reações divididas na direita

A decisão gerou respostas distintas entre aliados de Bolsonaro. Eduardo classificou o gesto como uma derrota política e citou “circunstâncias adversas” enfrentadas por opositores no Brasil.

Já seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adotou tom oposto: avaliou a medida como um “gesto gigante” de Trump e afirmou que a mudança abre caminho para uma retomada da relação bilateral e para a possível retirada de sobretaxas sobre produtos brasileiros, caso o PL da Dosimetria avance no Senado.





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A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) criticou, nesta sexta-feira (12/12), a reação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à retirada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e da esposa Viviane Barci de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar fez um alerta direto ao deputado, sugerindo que a mudança imposta pelo governo dos Estados Unidos pode fragilizar a posição política dele.

“Eduardo, você já parou pra pensar que, além de nunca mais poder voltar para o Brasil, você provavelmente vai, aos poucos, perder seu capital político e sua capacidade de se sustentar aí nos EUA?”, escreveu Erika Hilton.

Eduardo, cê já parou pra pensar que, além de nunca mais poder voltar por Brasil, você provavelmente vai, aos poucos, perder seu capital político e sua capacidade de se sustentar aí nos EUA? Que o cenário em que lhe falta dinheiro pras coisas mais básicas é possível?

Pense nisso…

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) December 12, 2025

A deputada afirmou ainda que o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro pode enfrentar, no futuro, um cenário em que “falta dinheiro para as coisas mais básicas”.

“Pense nisso enquanto celebramos o fracasso de quem tentou sancionar o próprio país, colocou em risco o sustento de centenas de milhares de famílias e traiu a pátria pelo que deveria trabalhar”, completou.

A mensagem foi uma resposta ao comunicado divulgado mais cedo por Eduardo Bolsonaro. No texto, ele lamentou a decisão norte-americana e disse receber “com pesar” a retirada das punições. O deputado agradeceu ao presidente Donald Trump pelo “apoio ao longo da trajetória” e afirmou que continuará trabalhando para “encontrar um caminho que permita a libertação do país”.

Erika Hilton faz alerta a Eduardo Bolsonaro após queda da Magnitsky - destaque galeria5 imagensA deputada federal Erika HiltonDeputada Erika HiltonErika Hilton faz alerta a Eduardo Bolsonaro após queda da Magnitsky - imagem 4Eduardo Bolsonaro Fechar modal.MetrópolesDeputada Erika Hilton1 de 5

Deputada Erika Hilton

Igo Estrela/MetrópolesA deputada federal Erika Hilton2 de 5

A deputada federal Erika Hilton

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Deputada Erika Hilton

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoEduardo Bolsonaro 5 de 5

Eduardo Bolsonaro

Reprodução/Metrópoles

Contexto da crise

  • Alexandre de Moraes foi incluído na lista Magnitsky em julho, acusado pelo governo Trump de realizar “detenções arbitrárias” e atos de “censura”. Viviane Barci de Moraes foi adicionada em setembro.
  • A sanção provocou forte desgaste diplomático entre Brasília e Washington, com o então secretário do Tesouro, Scott Bessent, acusando Moraes de conduzir uma “campanha opressiva”.
  • Em meio ao agravamento da crise, ministros do STF e familiares tiveram vistos revogados, e a Casa Branca chegou a considerar tarifaços e novas penalidades contra autoridades brasileiras após a decisão de Moraes que levou à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
  • O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) confirmou a exclusão de Moraes, de Viviane e da empresa Lex — Instituto de Estudos Jurídicos da lista SDN, que reúne alvos de sanções econômicas dos EUA.
  • O comunicado não explicou os motivos da retirada.

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Já seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adotou tom oposto: avaliou a medida como um “gesto gigante” de Trump e afirmou que a mudança abre caminho para uma retomada da relação bilateral e para a possível retirada de sobretaxas sobre produtos brasileiros, caso o PL da Dosimetria avance no Senado.

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