

O estudo “Mercado de Trabalho dos Jovens no Rio – 2021-2024”, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da Secretaria Especial da Juventude Carioca (JUVRio), aponta que a inserção da juventude no mercado de trabalho e na educação nos últimos anos conquistou avanços inéditos.
A taxa de desemprego dos jovens entre 15 e 29 anos, recuou de 31,2% para 15,0%, no período compreendido entre o quarto trimestre de 2020 e o quarto trimestre de 2024, segundo a PNAD Contínua/IBGE. A redução de 16,2 pontos percentuais corresponde a 115,8 mil jovens que deixaram o desemprego no período, passando de 238,8 mil para 123,0 mil – índice 15,0% menor registrado nos últimos oito anos.
A quantidade de jovens socialmente vulneráveis no mercado de trabalho, incluindo desocupados, subocupados (formais), desalentados e indisponíveis, retrocedeu 43,3% no período avaliado, com retração de 135,5 mil pessoas, caindo de 312,7 mil, no final de 2020, para 177,2 mil, em 2024. Já o número de jovens ocupados, formais e informais sofreu uma variação positiva, com 170,8 mil a mais em quatro anos, somando 698,5 mil trabalhadores.
No recorte por gênero, o desemprego entre homens caiu de 28,5% para 13,0%; e entre as mulheres, recuou de 34,7% para 17,1%. No recorte racial, os brancos desempregados passaram de 28,1% para 13,1% – menor índice de desemprego dos últimos oito anos. Entre os negros, o desemprego apresentou uma redução ainda maior, retraindo de 34,6% para 16,3%. O que representou um aumento da ocupação expressivo, com 129.131 jovens a mais empregados, somando 370,1 mil trabalhadores.
Até mesmo o percentual de jovens que não estudam e nem trabalham (“nem-nem”) sofreu redução. Em 2024, tal índice ficou em 18,4%, igualando os resultados de 2013 e 2014 e registrou o menor percentual da série histórica.
A pesquisa identificou ainda um aumento da escolaridade, entre 2012 e 2024, período no qual a conclusão do ensino médio entre os jovens cariocas avançou de 54,6% para 71,2%. O número de jovens com ensino fundamental incompleto também caiu, passando de 14,7% para 5,5%. Os números mostram um avanço no acesso e na permanência dos jovens na escola, o que melhorou as chances de conquistar um emprego.
Apesar do estudo da PNAD Contínua/IBGE ser quantitativo, a JUVRio avalia que as políticas públicas adotadas pela administração municipal tenham impactado de forma significativa o cenário e os indicadores avaliados, incluindo a queda na taxa de desemprego, a redução do percentual de jovens em situação de pobreza e o avanço no nível de escolaridade.
Entre as ações adotadas pela secretaria nos Espaços da Juventude estão: a oferta de cursos gratuitos em áreas da Indústria 4.0; o Pacto pela Juventude, programa de qualificação em áreas, como cultura, esporte e cidadania, com direito a uma bolsa mensal de R$ 400,00; a Arena JUV, com a oferta de atividades esportivas nos espaços públicos da cidade; e o Conexão JUV, iniciativa de escuta ativa e construção de políticas públicas junto aos jovens em seus territórios.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, destaca que a melhora dos indicadores socioeducacionais e econômicos dos jovens do Rio pode ser atribuída a um esforço contínuo e integrado entre os órgãos da Prefeitura:
“O estudo comprova que estamos no caminho certo. A redução do desemprego, especialmente entre os mais vulneráveis, é resultado de um esforço conjunto para que a juventude tenha mais oportunidades de prosperar. Nosso objetivo é consolidar essa tendência e ampliar as políticas de inserção no mercado”, afirma Osmar Lima.
A secretária municipal da Juventude, Gabriella Rodrigues, completa que “os resultados desses estudos demonstram dois componentes importantíssimos para a cidade: a criação de oportunidades que têm ocorrido no Rio de Janeiro, com incentivo às atividades econômicas, e o fato de os jovens estarem sendo contemplados por essas oportunidades vindas desse cenário. Esses avanços mostram que a juventude carioca tem dado passos importantes para transformar sua realidade. A redução do desemprego, o aumento da escolaridade e a queda no número de jovens em situação de vulnerabilidade refletem o esforço conjunto de políticas públicas e do protagonismo dos próprios jovens. Nosso compromisso é seguir ampliando as oportunidades para que eles continuem sendo agentes de mudança na nossa cidade”.
