‘Falta coragem’ ao STF para encarar governo dos EUA, diz Eduardo


Em vídeo publicado nesta quinta-feira, 21, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) comenta o indiciamento dele e do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pela Polícia Federal (PF), sob ordens do Supremo Tribunal Federal (STF). “Sou o mais votado congressista na história do Brasil, morando em exílio nos EUA, porque meu país não é mais um lugar seguro para estar, nem mesmo para falar”, afirma.

Residente nos Estados Unidos desde o final de fevereiro, Eduardo explica, em inglês, que a PF “sob o controle de Alexandre de Moraes, está me acusando, formalmente, de violência e abolição da lei”. O processo pode resultar em uma sentença de mais de 12 anos de prisão.

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O deputado atribui o indiciamento a sua atuação nos EUA, onde está “denunciando a violação de direitos humanos de Alexandre de Moraes e seus parceiros”. O STF estaria considerando também acusar integrantes do governo Trump, assim como deputados e senadores norte-americanos, por darem ouvidos às denúncias do parlamentar brasileiro.


Eduardo descreve um revanchismo da Corte. Diante dos cancelamentos de vistos de seus ministros e das sanções contra Moraes baseadas na Lei Magnistky, o STF endurece o processo contra o deputado devido à “ausência de coragem” para investigar formalmente as autoridades norte-americanas.

“Mas eu já disse a eles que eu não vou parar. Vou continuar denunciando as violações deles de direitos humanos. E por quê? Porque eu quero aumentar a pressão contra essas violações dos direitos humanos”, afirma Eduardo.

O objetivo de Eduardo, conforme dito no vídeo, é fazer a anistia dos presos do 8 de janeiro avançar no Congresso, que atualmente estaria amedrontado pelo STF. “O Congresso deveria ser livre para votar o PL da anistia”, afirma. “Esse é o meu objetivo, esse é o que eu quero, eu vou resgatar o meu país e acho que eu não mereço esse tipo de acusação.”

Anistia Já
Manifestantes pedem ‘Anistia já’ | Foto: Arquivo Oeste

Relatório da PF divulgou mensagens entre Eduardo e Jair Bolsonaro

A PF comunicou o indiciamento de Eduardo e Jair Bolsonaro na última quarta-feira, 20. Eles são acusados de coação no andamento do processo que apura a suposta tentativa de golpe de Estado, caso no qual o ex-presidente é o principal investigado.

A PF diz que Eduardo, em solo norte-americano, teria articulado pressões e sanções contra autoridades do Brasil. A instituição divulgou um relatório de 170 páginas que inclui diálogos entre o deputado licenciado e o pai.

Segundo a investigação, o inquérito foi instaurado em maio por ordem do ministro Alexandre de Moraes. O relatório final aponta que, com o apoio do jornalista Paulo Figueiredo e do pastor Silas Malafaia, ambos buscaram interferir no processo em que Jair Bolsonaro responde por tentativa de golpe depois das eleições de 2022.

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