A passagem de Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, por um shopping na Grande Florianópolis neste domingo (24), gerou versões conflitantes e acendeu um debate político nas redes sociais.
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Relatos de vaias
Perfis ligados à esquerda, como páginas locais de oposição, publicaram que o parlamentar teria sido alvo de vaias ao circular pela praça de alimentação. Entre os que reforçaram essa versão estão a deputada federal Ana Paula Lima (PT), vice-líder do governo Lula no Congresso, e o ex-vereador Afrânio Boppré (PSOL), pré-candidato ao governo de Santa Catarina. Ambos compartilharam conteúdos apontando que Carlos foi hostilizado durante a visita.

Testemunhas contestam versão
Nos comentários das próprias postagens, diversas testemunhas contestaram essa narrativa. Muitas afirmaram que as vaias não foram dirigidas a Carlos Bolsonaro, mas sim a uma mulher que teria gritado palavras de ordem contra ele. “Não foi ele que foi vaiado. Uma mulher que começou a gritar sozinha ‘fora Bolsonaro’ foi vaiada pela praça de alimentação inteira”, relatou uma internauta. Outro comentário reforçou: “Todo mundo querendo tirar foto com ele, e quem foi vaiada foi uma mulher que gritou alguma coisa contra o Bolsonaro”.

Vídeos e redes sociais
O próprio vereador compartilhou em suas redes sociais vídeos em que aparece cercado por apoiadores, tirando fotos e agradecendo mensagens de incentivo. Em uma publicação, escreveu: “Santa Catarina com os amigos e fazendo mais amigos. Obrigado de coração as mensagens e o apoio de sempre!”.
As imagens divulgadas por apoiadores mostram Carlos Bolsonaro caminhando pelo shopping, cumprimentando simpatizantes e sendo abordado para registros fotográficos.
Disputa política em SC
O episódio ocorre em meio ao aquecimento da cena eleitoral catarinense. Carlos Bolsonaro tem sido citado como possível candidato ao Senado pelo PL em 2026, em um movimento que deve colocar a família Bolsonaro ainda mais presente no estado. Do outro lado, nomes da esquerda como Ana Paula Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) articulam suas frentes de oposição e aproveitaram o episódio para criticar o parlamentar.


