Flávio Bolsonaro: governo será enxuto, com corte de impostos e privatizações

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso vença a eleição presidencial, pretende conduzir o país com um Estado mais enxuto, redução de impostos e retomada do programa de privatizações. Em entrevista exclusiva à agência Reuters, ele declarou ser favorável a desinvestimentos nos Correios e indicou que a Petrobras também poderá passar por mudanças estruturais.

Na primeira conversa com um veículo internacional desde que anunciou, neste mês, sua pré-candidatura à Presidência da República, Flávio procurou se diferenciar do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao se apresentar como um nome mais moderado dentro do campo da direita. Segundo ele, sua proposta é priorizar reformas guiadas por critérios econômicos, deixando em segundo plano disputas culturais que considera polarizadoras.

“Eu me considero, de verdade, um Bolsonaro mais centrado”, afirmou o senador durante a entrevista concedida em seu gabinete, em Brasília. “Eu sempre tive esse perfil de ser mais moderado, mais ponderado”. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.

A entrada de Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto foi anunciada após o apoio público de Bolsonaro. Aos 44 anos, o senador busca manter a influência política da família Bolsonaro e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança de eleitores alinhados ao mercado financeiro. Ele defende uma postura menos radical em temas sensíveis.

Nos últimos dias, o senador tem se reunido com banqueiros e empresários para tentar reduzir essas resistências, afirmando que pretende dar continuidade à agenda econômica conduzida por Paulo Guedes durante o governo Bolsonaro. (continua)

Veja também!
Orçamento das Universidades Federais terá corte de R$ 400 milhões em 2026

Saiba qual foi o tamanho do prejuízo das Havaianas após polêmica do ‘pé direito’

Urgente: Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro

(segue) Entre as prioridades listadas por Flávio estão o equilíbrio fiscal, o controle dos gastos públicos, a modernização do Estado e o que ele definiu como uma obsessão por reduzir a carga tributária. Ele reconheceu que parte do mercado esperava que Jair Bolsonaro apoiasse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto como um nome de direita com perfil mais técnico.

Ainda assim, Flávio argumenta que sua postura tem gerado adesões. Segundo ele, algumas pessoas passaram a dizer que ele é “o Bolsonaro que a gente sempre quis”.

Privatizações
Ao detalhar sua agenda econômica, o senador citou diretamente os Correios como uma empresa que poderia ser privatizada, diante das dificuldades financeiras e dos déficits recorrentes. Ele também defendeu uma reavaliação da estrutura da Petrobras, sugerindo que estudos técnicos poderiam indicar a venda de determinados segmentos da estatal.

“A Petrobras é complexa demais. São vários segmentos. Tem a parte de extração, tem a parte de pesquisa, tem a parte de distribuição, tem a parte de refino. Então ela é um grande conglomerado de empresas que a gente tem que ver o que funciona e tem que continuar, o que não funciona e pode ser privatizado”, afirmou.

Flávio também defendeu maior participação do setor privado no mercado de aviação, que, segundo ele, sofre com a falta de concorrência. “Hoje você tem praticamente duas ou três companhias aéreas que funcionam no Brasil, que é muito pouco”, disse.

Embora ainda não tenha anunciado um nome para chefiar sua equipe econômica, o senador afirmou que tem buscado aconselhamento com figuras centrais do governo de seu pai. Ele citou Paulo Guedes, o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro Adolfo Sachsida e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

Viagens internacionais
Apesar das dúvidas iniciais em torno de sua candidatura, Flávio afirmou que está decidido a disputar a Presidência e disse que sua madrasta, Michelle Bolsonaro, não deverá compor a chapa como vice. O senador reconheceu, porém, que enfrenta obstáculos relevantes, como desvantagem de cerca de 10 pontos percentuais em simulações de segundo turno contra Lula e altos índices de rejeição a candidatos apoiados por Jair Bolsonaro.

Ele também mencionou críticas de aliados do pai, como o pastor Silas Malafaia, que questionam sua força política. Ainda assim, Flávio afirmou confiar em sua trajetória e acredita que maior exposição pública pode reforçar sua imagem de candidato equilibrado.

Como parte da estratégia de campanha, o senador planeja uma série de viagens internacionais a partir de janeiro, com passagens previstas por Estados Unidos, Argentina, Chile, Israel, países do Oriente Médio e algumas nações europeias. O objetivo, segundo ele, é atrair investimentos para o Brasil.

Flávio disse que ainda não está definido se terá encontros com autoridades de alto escalão nos Estados Unidos, mas afirmou que gostaria de se reunir com o presidente Donald Trump e, em caso de vitória, recebê-lo em sua posse, em janeiro de 2027.

A articulação das viagens, segundo o senador, está sendo coordenada por seu irmão Eduardo Bolsonaro, que recentemente perdeu o mandato de deputado após se mudar para os Estados Unidos para liderar uma campanha contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo criminal envolvendo Jair Bolsonaro.

Gostou? Compartilhe!



<

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, caso vença a eleição presidencial, pretende conduzir o país com um Estado mais enxuto, redução de impostos e retomada do programa de privatizações. Em entrevista exclusiva à agência Reuters, ele declarou ser favorável a desinvestimentos nos Correios e indicou que a Petrobras também poderá passar por mudanças estruturais.

Na primeira conversa com um veículo internacional desde que anunciou, neste mês, sua pré-candidatura à Presidência da República, Flávio procurou se diferenciar do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao se apresentar como um nome mais moderado dentro do campo da direita. Segundo ele, sua proposta é priorizar reformas guiadas por critérios econômicos, deixando em segundo plano disputas culturais que considera polarizadoras.

“Eu me considero, de verdade, um Bolsonaro mais centrado”, afirmou o senador durante a entrevista concedida em seu gabinete, em Brasília. “Eu sempre tive esse perfil de ser mais moderado, mais ponderado”. (continua)

Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.

A entrada de Flávio na disputa pelo Palácio do Planalto foi anunciada após o apoio público de Bolsonaro. Aos 44 anos, o senador busca manter a influência política da família Bolsonaro e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança de eleitores alinhados ao mercado financeiro. Ele defende uma postura menos radical em temas sensíveis.

Nos últimos dias, o senador tem se reunido com banqueiros e empresários para tentar reduzir essas resistências, afirmando que pretende dar continuidade à agenda econômica conduzida por Paulo Guedes durante o governo Bolsonaro. (continua)

Veja também!
Orçamento das Universidades Federais terá corte de R$ 400 milhões em 2026

Saiba qual foi o tamanho do prejuízo das Havaianas após polêmica do ‘pé direito’

Urgente: Moraes autoriza cirurgia de Bolsonaro

(segue) Entre as prioridades listadas por Flávio estão o equilíbrio fiscal, o controle dos gastos públicos, a modernização do Estado e o que ele definiu como uma obsessão por reduzir a carga tributária. Ele reconheceu que parte do mercado esperava que Jair Bolsonaro apoiasse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visto como um nome de direita com perfil mais técnico.

Ainda assim, Flávio argumenta que sua postura tem gerado adesões. Segundo ele, algumas pessoas passaram a dizer que ele é “o Bolsonaro que a gente sempre quis”.

Privatizações
Ao detalhar sua agenda econômica, o senador citou diretamente os Correios como uma empresa que poderia ser privatizada, diante das dificuldades financeiras e dos déficits recorrentes. Ele também defendeu uma reavaliação da estrutura da Petrobras, sugerindo que estudos técnicos poderiam indicar a venda de determinados segmentos da estatal.

“A Petrobras é complexa demais. São vários segmentos. Tem a parte de extração, tem a parte de pesquisa, tem a parte de distribuição, tem a parte de refino. Então ela é um grande conglomerado de empresas que a gente tem que ver o que funciona e tem que continuar, o que não funciona e pode ser privatizado”, afirmou.

Flávio também defendeu maior participação do setor privado no mercado de aviação, que, segundo ele, sofre com a falta de concorrência. “Hoje você tem praticamente duas ou três companhias aéreas que funcionam no Brasil, que é muito pouco”, disse.

Embora ainda não tenha anunciado um nome para chefiar sua equipe econômica, o senador afirmou que tem buscado aconselhamento com figuras centrais do governo de seu pai. Ele citou Paulo Guedes, o ex-presidente do BNDES Gustavo Montezano, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro Adolfo Sachsida e Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

Viagens internacionais
Apesar das dúvidas iniciais em torno de sua candidatura, Flávio afirmou que está decidido a disputar a Presidência e disse que sua madrasta, Michelle Bolsonaro, não deverá compor a chapa como vice. O senador reconheceu, porém, que enfrenta obstáculos relevantes, como desvantagem de cerca de 10 pontos percentuais em simulações de segundo turno contra Lula e altos índices de rejeição a candidatos apoiados por Jair Bolsonaro.

Ele também mencionou críticas de aliados do pai, como o pastor Silas Malafaia, que questionam sua força política. Ainda assim, Flávio afirmou confiar em sua trajetória e acredita que maior exposição pública pode reforçar sua imagem de candidato equilibrado.

Como parte da estratégia de campanha, o senador planeja uma série de viagens internacionais a partir de janeiro, com passagens previstas por Estados Unidos, Argentina, Chile, Israel, países do Oriente Médio e algumas nações europeias. O objetivo, segundo ele, é atrair investimentos para o Brasil.

Flávio disse que ainda não está definido se terá encontros com autoridades de alto escalão nos Estados Unidos, mas afirmou que gostaria de se reunir com o presidente Donald Trump e, em caso de vitória, recebê-lo em sua posse, em janeiro de 2027.

A articulação das viagens, segundo o senador, está sendo coordenada por seu irmão Eduardo Bolsonaro, que recentemente perdeu o mandato de deputado após se mudar para os Estados Unidos para liderar uma campanha contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do processo criminal envolvendo Jair Bolsonaro.

Gostou? Compartilhe!

[/gpt3]

NOTÍCIA