
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nessa terça-feira (15), ao comentar a reação do paulista diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos. Para o filho mais velho do ex-presidente Bolsonaro (PL), Tarcísio está apenas cumprindo seu dever.
“Tarcísio está cumprindo seu papel como governador de São Paulo ao falar em nome dos empresários do estado afetados pela tarifa”, declarou o senador à imprensa.
A fala evidencia uma fissura interna. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente vive nos Estados Unidos, tem adotado um tom hostil contra Tarcísio, acusando-o de se submeter aos interesses da elite econômica brasileira e de tentar minimizar o impacto das sanções comerciais aplicadas por Donald Trump.
Apesar do tom mais comedido, Flávio reforçou o papel do irmão na articulação política com o ex-presidente americano.
“O Eduardo é a única ponte do Brasil com a Casa Branca, já que o Lula mandou sua diplomacia calar a boca e passou o tempo provocando o Trump até ele perder a paciência. Ele continua ignorando os interesses brasileiros em prol da sua ideologia anti-Estados Unidos”, afirmou o senador.
Tanto Flávio quanto Eduardo defendem que a saída para o conflito comercial com Washington passa pela concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, cuja liderança, segundo acusações formais, teria sido exercida por Jair Bolsonaro.
“O Brasil precisa voltar à normalidade”, disse Flávio. “Ninguém aguenta mais tanta bagunça na democracia provocada especialmente por Alexandre de Moraes”, completou, apelando para que empresários que mantêm relação com ministros do Supremo pressionem pela anistia.
Na segunda-feira (14), Eduardo intensificou as críticas a Tarcísio, após o governador procurar apoio da Embaixada dos EUA para negociar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros.
“Nós já provamos que somos mais efetivos até do que o próprio Itamaraty. O filho do presidente, exilado nos Estados Unidos. [Tarcísio] Queria buscar uma alternativa lateral. É um desrespeito comigo. Mas eu não estou buscando convencimento da população, eu estou buscando pressionar o Moraes”, disse o deputado à Folha de S.Paulo.
Nesta terça-feira, Eduardo voltou a atacar pelas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter), afirmou: “Se você estivesse olhando para qualquer parte da nossa indústria ou comércio, estaria defendendo o fim do regime de exceção que irá destruir a economia brasileira e nossas liberdades. Mas como, para você, a subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais, não espero que entenda”.
Enquanto isso, Tarcísio se reuniu com empresários da capital paulista para debater o impacto das tarifas de Trump. O governador sinalizou que buscará uma articulação própria com estados americanos e senadores dos EUA, abrindo um canal de “relação para-diplomática” com o país.
Tanto Eduardo quanto Tarcísio são nomes cogitados para a corrida presidencial de 2026, já que Jair Bolsonaro segue inelegível até, pelo menos, 2030. (Foto: Ag. Senado; Fonte: Folha de SP)
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A fala evidencia uma fissura interna. O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente vive nos Estados Unidos, tem adotado um tom hostil contra Tarcísio, acusando-o de se submeter aos interesses da elite econômica brasileira e de tentar minimizar o impacto das sanções comerciais aplicadas por Donald Trump.
Apesar do tom mais comedido, Flávio reforçou o papel do irmão na articulação política com o ex-presidente americano.
“O Eduardo é a única ponte do Brasil com a Casa Branca, já que o Lula mandou sua diplomacia calar a boca e passou o tempo provocando o Trump até ele perder a paciência. Ele continua ignorando os interesses brasileiros em prol da sua ideologia anti-Estados Unidos”, afirmou o senador.
Tanto Flávio quanto Eduardo defendem que a saída para o conflito comercial com Washington passa pela concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, cuja liderança, segundo acusações formais, teria sido exercida por Jair Bolsonaro.
“O Brasil precisa voltar à normalidade”, disse Flávio. “Ninguém aguenta mais tanta bagunça na democracia provocada especialmente por Alexandre de Moraes”, completou, apelando para que empresários que mantêm relação com ministros do Supremo pressionem pela anistia.
Na segunda-feira (14), Eduardo intensificou as críticas a Tarcísio, após o governador procurar apoio da Embaixada dos EUA para negociar a taxação de 50% sobre produtos brasileiros.
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Nesta terça-feira, Eduardo voltou a atacar pelas redes sociais. Em publicação no X (antigo Twitter), afirmou: “Se você estivesse olhando para qualquer parte da nossa indústria ou comércio, estaria defendendo o fim do regime de exceção que irá destruir a economia brasileira e nossas liberdades. Mas como, para você, a subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais, não espero que entenda”.
Enquanto isso, Tarcísio se reuniu com empresários da capital paulista para debater o impacto das tarifas de Trump. O governador sinalizou que buscará uma articulação própria com estados americanos e senadores dos EUA, abrindo um canal de “relação para-diplomática” com o país.
Tanto Eduardo quanto Tarcísio são nomes cogitados para a corrida presidencial de 2026, já que Jair Bolsonaro segue inelegível até, pelo menos, 2030. (Foto: Ag. Senado; Fonte: Folha de SP)
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