Gilmar cobra informações sobre rito de impeachment contra ministros do STF


Nesta quarta-feira, 17, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias para o Congresso Nacional e a Presidência da República prestarem informações, sobre o rito do processo de impeachment de ministros.

A medida faz parte da tramitação de duas ações movidas pelo Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Os processos interpelam a validade da Lei do Impeachment à luz da Constituição, sobretudo nos trechos que tratam do afastamento dos juízes do STF.

Em linhas gerais, o Solidariedade quer impedir que os magistrados sejam alvo de impeachment por decisão judicial e restringir quem pode apresentar denúncia — só o procurador-geral da República (PGR), não qualquer cidadão. Já a AMB pretende barrar a possibilidade de afastamento cautelar de ministros do Supremo durante o processo.

Ações sob relatoria de Gilmar Mendes

Gilmar Mendes, decano do STF, disse, durante sessão da Corte: 'Nós somos to...
Gilmar Mendes, decano do STF, disse, durante sessão da Corte: ‘Nós somos todos admiradores do regime chinês de Xi Jinping’; nenhum colega o rebateu | Foto: Ton Molina/STF

Conforme o Solidariedade, a denúncia contra um ministro tem de partir do PGR, e não de qualquer cidadão, como prevê a legislação em vigor.

Já a AMB requereu que o Tribunal afaste a possibilidade de remoção cautelar do cargo com base no Código de Processo Penal.

Prazos

No mesmo despacho, Mendes abriu prazo de cinco dias para manifestações da PGR e da Advocacia-Geral da União, depois do recebimento das informações requisitadas ao Congresso e ao Planalto.

Leia também: “Um voto supremo”, reportagem publicada na Edição 287 da Revista Oeste

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