Governo do Estado vai avaliar impactos tarifários dos EUA na economia fluminense

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Com o dia 1º agosto se aproximando, o governador Cláudio Castro (PL) criou um grupo de trabalho para analisar como a taxação de 50%, determinada pelo presidente Donald Trump para os produtos brasileiros exportados para os EUA, pode impactar a economia fluminense. A primeira reunião do GT acontece essa semana.

Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços do Rio de Janeiro, Fernanda Curdi, caso seja aplicada, a sobretaxação deve “inviabilizar” a exportação do aço produzido no território fluminense, comprometendo a economia do Estado do Rio.

No ano passado, o Rio de Janeiro exportou R$ 7,4 bilhões em produtos para os norte-americanos. Entre os principais itens da carteira de exportação fluminense estão petróleo refinado e os produtos manufaturados de ferro e aço, como apontou Cardi em entrevista à CBN.

“No Rio destacam-se o petróleo refinado e os produtos manufaturados de ferro e aço. O petróleo, em nível nacional, é o segundo produto mais exportado, sendo que o estado do Rio de Janeiro responde por 71% da produção nacional de óleo e gás, consolidando-se como o principal exportador do setor”, esclareceu a secretária, acrescentando que a incidência tarifária de 50% sobre o aço produzido no Rio “tornaria o produto inviável para o mercado americano”:

“É um setor de grande relevância, com significativas exportações para os Estados Unidos, realizadas por grandes siderúrgicas localizadas no Rio de Janeiro. A aplicação de uma tarifa de 50% sobre o aço tornaria o produto inviável para o mercado americano, acarretando, inclusive, a paralisação e uma drástica redução das exportações”, analisou Fernanda Curdi, segundo a rádio.

Diante da elevada tensão do cenário atual, a secretária de Desenvolvimento Econômico adiantou que trabalhará na elaboração de um estudo sobre os possíveis impactos na economia fluminense das tarifas anunciadas pelo republicano.

O Grupo de Trabalho será presidido pela Secretaria da Casa Civil e integrado por membros das secretarias do Gabinete do Governador, Planejamento e Gestão, Fazenda, Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços e de Energia e Economia do Mar.

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