

A Casa Civil do governo Lula quer acelerar a análise do projeto anti-facção enviado pelo Ministério da Justiça na última semana. A decisão vem após a megaoperação do governo do Rio de Janeiro que resultou em 60 mortos na terça-feira, 28 de outubro de 2025.
O texto endurece pontos da Lei de Execução Penal, cria mecanismos de investigação patrimonial e reforça ações contra o crime organizado. A proposta também mira esquemas de lavagem de dinheiro e a rede de apoio financeiro das facções.
Depois do crivo da Casa Civil, o projeto segue para a Câmara dos Deputados. A ordem no Planalto é não repetir o atraso da PEC da Segurança, que ficou três meses parada antes de avançar para discussão.
Nos bastidores, governistas avaliam que há mais ambiente para votar o pacote anti-facção do que a própria PEC da Segurança, hoje em debate em comissão especial. A leitura é que o impacto da operação no Rio elevou a pressão por respostas rápidas no Congresso.
O presidente da Casa, Hugo Motta, defendeu a aceleração de pautas de segurança pública após a ação policial mais letal da história recente do estado. A expectativa é destravar a tramitação do projeto ainda na Câmara, abrindo caminho para o Senado se necessário.
