Governo Lula condena ataque de Israel a instalações nucleares do Irã

O Ministério das Relações Exteriores do governo Lula condenou os ataques de Israel contra instalações nucleares do Irã. A nota do Itamaraty foi divulgada na manhã desta sexta-feira, 13.

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“O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional”, afirmou o Itamaraty.

A nota do governo Lula prossegue: “Os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial. O Brasil insta todas as partes envolvidas ao exercício da máxima contenção e exorta ao fim imediato das hostilidades”.

Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por IsraelMapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel
Mapa das instalações nucleares do Irã atingidas por Israel | Foto: Reprodução/X/@IDF

Na quinta-feira 12 (esta sexta-feira, 13, no horário de Brasília), Israel bombardeou instalações nucleares do Irã. Dois líderes da República Islâmica foram mortos, além de cientistas nucleares.

O Irã entendeu o ataque como uma “declaração de guerra”, embora não tenha formalmente declarado guerra a Israel. O presidente dos EUA, Donald Trump, mandou um recado ao regime dos aiatolás. Disse que é hora de um acordo, sob pena de piora da situação do Irã.

Posição do governo Lula sobre o Irã

Lula é um dos principais críticas de Israel, cujo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, é filiado a um partido de direita. Repetidas vezes, desde outubro de 2023, o petista afirma que as ações de Israel contra os terroristas do Hamas, que atuam em Gaza, são “genocídio”. O conflito no Oriente Médio começou com um ataque terrorista contra Israel, no qual mais de 1,2 mil pessoas foram mortas e 250 sequestradas.

Em razão de suas declarações, Lula foi declarado persona non grata em Israel.

Por outro lado, o governo Lula é amigo de ditaduras e regimes autocráticos, como o Irã, a Rússia, a China e a Venezuela. Sobre o Irã, o governo Lula autorizou, por exemplo, que dois navios de guerra iranianos a atracarem no Rio de Janeiro em março de 2023. A medida despertou críticas de países ocidentais, especialmente dos EUA.



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