Governo Lula quer campanha contra supostas fake news sobre PIX

O governo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira, 13, uma série de medidas para combater a disseminação de supostas fake news nas redes sociais sobre a nova regra do Pix.

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A mobilização da gestão petista tem o objetivo evitar o que ela chama de “informações enganosas” sobre a fiscalização da Receita Federal (RF) nas movimentações financeiras a partir de R$ 5 mil.

De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, a Secretaria de Comunicação Social (Secom), agora sob o comando de Sidônio Palmeira, pede urgência às empresas que atuam para o governo. Calia, Nacional, Propeg e Nova devem entregar quanto antes suas propostas de campanha para avaliação.

Propostas da Secretaria de Comunicação do governo Lula para falar do Pix

Sidônio Palmeira, marqueteiro do PTSidônio Palmeira, marqueteiro do PT
O publicitário Sidônio Palmeira foi a recente contratação do governo Lula para a Secom | Foto: Reprodução/@bahianotícias

Entre as ações propostas pela Secom estão a criação de um grupo de trabalho interministerial para monitorar e identificar conteúdos que o governo considera falsos. Além de disso, o departamento quer realizar parcerias com plataformas digitais para promover a remoção rápida de informações.

O governo também pretende lançar campanhas de conscientização para educar a população sobre como identificar e denunciar as supostas fake news.

Nova regra do Pix: transferências acima de R$ 5 mil serão informadas à Receita

A Receita Federal introduziu neste início de ano uma nova regra sobre movimentações financeiras. Ela se aplica a modalidades como Pix e cartão de crédito. A partir de agora, transferências acima de R$ 5 mil para pessoas físicas e R$ 15 mil para pessoas jurídicas deverão ser informadas à Receita. O repasse é de responsabilidade das operadoras de cartões de crédito e instituições de pagamento.

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A regra está na Instrução Normativa RFB nº 2.219/24. O governo anunciou a medida em setembro passado. Ela entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano. Assim, as instituições responsáveis deverão enviar as informações obrigatoriamente via e-Financeira, que é o sistema eletrônico da Receita.

Essa ferramenta faz parte do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Ele coleta dados de contas bancárias, investimentos e previdência privada.

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