
A aprovação do chamado PL da Dosimetria no Senado Federal, ocorrida na última quarta-feira (17/12), teria sido resultado de uma complexa articulação política que ultrapassou as fronteiras brasileiras.
Informações apuradas pelo colunista Paulo Cappelli indicam que integrantes do governo dos Estados Unidos atuaram de forma direta nos bastidores para garantir o avanço da proposta, que pode favorecer o ex-presidente Bolsonaro e outros acusados pelos atos de 8 de Janeiro.
As tratativas teriam sido lideradas por Christopher Landau, vice-secretário de Estado do então presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o colunista do Metrópoles, Landau manteve contato telefônico com membros do governo brasileiro, pressionando auxiliares do Palácio do Planalto a acelerar a tramitação do projeto. (continua)
Dinheiro esquecido nos bancos: na última atualização do ano, BC diz que 48,7 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos. Total é de mais de R$ 9 bilhões. Clique AQUI para ver.
Em troca, foram sinalizados possíveis avanços em negociações comerciais entre os dois países, especialmente na área tarifária. Diplomatas dos EUA também acompanharam de perto o andamento da proposta no Congresso.
Após a votação, conta Cappelli, um integrante da gestão Trump entrou em contato com uma liderança do governo brasileiro para comemorar o resultado. Na conversa, teria afirmado que a aprovação do texto representava “um passo na direção certa”.
No plano interno, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), reconheceu ter sido o responsável por construir o entendimento que permitiu o avanço da matéria.
“Houve um acordo de procedimento, sim. Fiz a negociação sem consultar [o presidente] Lula e [a ministra da SRI] Gleisi Hoffmann. […] Não vou esconder esse fato”, declarou.
Wagner também comentou a polêmica envolvendo o voto do senador Fabiano Contarato (PT), que afirmou ter se equivocado ao se posicionar favoravelmente ao projeto na Comissão de Constituição e Justiça. “Ele me mandou dizer que votou errado. Mas não foi ele quem me falou diretamente”, relatou o líder governista.
Entre parlamentares da base, a leitura predominante é de que o projeto avançou em meio a um cenário de pressão intensa, tanto interna quanto externa. A avaliação é de que o debate deixou de ser estritamente jurídico e passou a fazer parte de um contexto mais amplo de negociações políticas e interesses comerciais internacionais. (continua)
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Câmara avança com autorização de casamento por videoconferência
Urgente: Câmara cassa mandatos de Eduardo Bolsonaro e Alexandre Ramagem
Na última sexta-feira (12), o governo Trump revogou a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e sua esposa.
Entre os motivos apontados para a decisão estaria justamente a aprovação do PL da Dosimetria. Em contrapartida, os Estados Unidos devem suspender sobretaxas impostas a produtos brasileiros, como aço, metais e madeira.
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A aprovação do chamado PL da Dosimetria no Senado Federal, ocorrida na última quarta-feira (17/12), teria sido resultado de uma complexa articulação política que ultrapassou as fronteiras brasileiras.
Informações apuradas pelo colunista Paulo Cappelli indicam que integrantes do governo dos Estados Unidos atuaram de forma direta nos bastidores para garantir o avanço da proposta, que pode favorecer o ex-presidente Bolsonaro e outros acusados pelos atos de 8 de Janeiro.
As tratativas teriam sido lideradas por Christopher Landau, vice-secretário de Estado do então presidente norte-americano Donald Trump.
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Em troca, foram sinalizados possíveis avanços em negociações comerciais entre os dois países, especialmente na área tarifária. Diplomatas dos EUA também acompanharam de perto o andamento da proposta no Congresso.
Após a votação, conta Cappelli, um integrante da gestão Trump entrou em contato com uma liderança do governo brasileiro para comemorar o resultado. Na conversa, teria afirmado que a aprovação do texto representava “um passo na direção certa”.
No plano interno, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), reconheceu ter sido o responsável por construir o entendimento que permitiu o avanço da matéria.
“Houve um acordo de procedimento, sim. Fiz a negociação sem consultar [o presidente] Lula e [a ministra da SRI] Gleisi Hoffmann. […] Não vou esconder esse fato”, declarou.
Wagner também comentou a polêmica envolvendo o voto do senador Fabiano Contarato (PT), que afirmou ter se equivocado ao se posicionar favoravelmente ao projeto na Comissão de Constituição e Justiça. “Ele me mandou dizer que votou errado. Mas não foi ele quem me falou diretamente”, relatou o líder governista.
Entre parlamentares da base, a leitura predominante é de que o projeto avançou em meio a um cenário de pressão intensa, tanto interna quanto externa. A avaliação é de que o debate deixou de ser estritamente jurídico e passou a fazer parte de um contexto mais amplo de negociações políticas e interesses comerciais internacionais. (continua)
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