Após a deflagração da Operação Incursio pela Polícia Militar e Polícia Civil de Santa Catarina, militantes da Unidade Popular (UP) e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) reagiram com discursos radicais em atos públicos e publicações nas redes sociais. Em Florianópolis, membros ecoaram gritos de “Não acabou! Tem que acabar! Eu quero o fim da Polícia Militar!”.
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(Matéria com tudo sobre a operação abaixo do vídeo)
O vídeo foi gravado durante uma manifestação na escadaria da Catedral Metropolitana de Florianópolis.
As manifestações foram marcadas para Florianópolis, Joinville, Criciúma, Tubarão e Chapecó.
Ataques ao Jornal Razão e acusações contra o governo
Durante o ato, um militante atacou diretamente o Jornal Razão: “A mídia fascista que distorce nossas lutas é o Jornal Razão”. Além da imprensa, o grupo também voltou críticas ao governador Jorginho Mello (PL), afirmando que o governo “gasta mais com propaganda do que com hospital”.
Nos discursos e publicações, integrantes da UP denunciam suposta “criminalização da luta popular” e afirmam que o Estado atua de forma autoritária para sufocar movimentos sociais. A sede da UP em Florianópolis foi alvo de mandado de busca durante a operação, o que motivou o grupo a denunciar uma “invasão de partido” e convocar atos com o slogan: “Invadir sede de partido é coisa da ditadura”.
Radicalização fim da PM e impeachment
Os protestos marcam uma escalada nas falas do grupo. Além de pedir o fim da Polícia Militar, manifestantes também passaram a defender o impeachment do governador. Durante o ato, um dos líderes criticou a imprensa, a Justiça e a segurança pública, alegando perseguição e censura. Cartazes com frases como “Segurança é coisa da ditadura” e “Perseguição aos que lutam” foram estendidos ao chão.
Até o momento, nem o governo do Estado nem as forças de segurança se manifestaram oficialmente sobre os protestos. No entanto, um relatório técnico da Agência de Inteligência da PMSC, obtido com exclusividade pelo Jornal Razão, aponta que os alvos da Operação Incursio são investigados por invasão de propriedade, coação, perturbação do sossego e uso de crianças em manifestações com potencial de risco.
Além disso, a documentação revela que o grupo mantém estrutura financeira organizada, com arrecadação via PIX, para custear suas ocupações e manifestações. Parte das ações envolvia invasões em supermercados, prédios em construção e tentativas de interromper eventos com autoridades públicas, incluindo o governador.
Enquanto os movimentos afirmam que estão sendo perseguidos, autoridades sustentam que a operação tem base jurídica e se limita a responder a crimes consumados.
A tensão deve crescer nos próximos dias com a realização dos atos convocados em diversas cidades do estado.
