Haddad diz que governo depende de alta do IOF para atingir meta

A manutenção do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a aprovação de medidas para elevar receitas são consideradas fundamentais pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad para alcançar a meta de déficit zero em 2025. A declaração foi feita nesta terça-feira, 1º.

Além dessas ações, Haddad disse que considera necessário cortar R$ 15 bilhões em benefícios fiscais. De acordo com o ministro, a medida “reforça o compromisso do governo federal com a responsabilidade fiscal”.

Ela também afirmou que a equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém o objetivo de zerar o déficit, descartando qualquer alteração na meta fiscal. O ministro alegou ainda que alternativas estão sendo buscadas para garantir o equilíbrio das contas públicas.

Revogação do IOF no Congresso

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjuntaPlenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta | Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

A revogação do decreto que aumentava o IOF foi um duro golpe para o governo Lula. A medida foi derrubada pelo Congresso na semana passada e pode gerar um novo embate entre os poderes. O governo avalia recorrer à Justiça para reverter a decisão, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU).

Nesta terça-feira, a AGU confirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na semana passada, o ministro Fernando Haddad já havia afirmado que essa poderia ser uma das saídas depois da revogação do decreto.

A decisão do Congresso foi considerada incomum. A última vez que um decreto presidencial foi derrubado dessa forma foi em 1992, ainda no governo Collor. Desta vez, a revogação passou na Câmara com 383 votos a favor e 93 contra, e foi confirmada pelo Senado em votação simbólica.

Haddad é ignorado por Hugo Motta

Haddad também afirmou nesta terça-feira, 1º, que aguarda esclarecimentos do presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre a decisão de pautar a revogação do aumento do IOF.

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“O que não sabemos é a razão pelo qual mudou o encaminhamento que havia sido anunciado no domingo” disse. “Estou aguardando o retorno de uma ligação que fiz para ele na semana passada. Fiz uma ligação e estou aguardando o retorno”.

Haddad alega que Motta teria alterado um acordo previamente estabelecido com o governo Lula sobre a questão. Segundo o ministro, a expectativa era de que o encaminhamento anunciado no domingo 29, fosse mantido, mas não houve explicação para a mudança.

Leia também: “Raio-X de um governo taxador”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 275 da Revista Oeste



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