Janaína Paschoal e Zoe Martinez batem boca na Câmara de São Paulo

A Câmara Municipal de São Paulo registrou um embate acalorado nesta quarta-feira (20) entre as vereadoras Janaína Paschoal (PP) e Zoe Martinez (PL).

A troca de acusações ocorreu durante a leitura do requerimento que autorizaria uma viagem de nove dias de parlamentares a Nova York, com a justificativa de conhecer políticas de segurança pública e gestão urbana da cidade americana.

A missão, defendida por Zoe Martinez, presidente da Comissão de Relações Internacionais, está ligada a um projeto de lei de autoria de Rubinho Nunes (União), inspirado na Times Square. O texto prevê flexibilizar a Lei Cidade Limpa para permitir a instalação de painéis luminosos em áreas delimitadas da capital paulista.

Janaína Paschoal, no entanto, questionou o financiamento da viagem com recursos da Câmara. Ao ser informada de que a despesa seria bancada com dinheiro público, protestou: “Já antecipo que sou contra e peço votação nominal”, declarou.

A posição recebeu apoio imediato de Senival Moura (PT), que também criticou a proposta. “Não foi discutido com ninguém. Está virando o quê aqui agora? Cada um se manifesta, quero fazer viagem, quero passear e é assim?”, disse.

Em seguida, Zoe Martinez reagiu no plenário e a discussão ganhou tom pessoal. Janaína acusou a colega de perseguição e elevou a voz:

“Vem aqui para o público falar que você quer passear em Nova York com dinheiro do público, mulher. Toma vergonha na tua cara. Fazer vídeo é fácil. Não vai passear com dinheiro público. Pega seu salário e compra passagem.”

Zoe respondeu, afirmando que não é “amiga” de Janaína e que a adversária precisaria “aprender a fazer política”.
“Você trata a gente como um bando de burros e a única jurista aqui é você. (…) Tenho direito, sim, de fazer essa Casa se tornar internacional. Posso, sim, me reunir com líderes internacionais. Você tem que voltar a dar suas aulinhas e aprender a fazer política primeiro”, retrucou.

No meio do bate-boca, Rubinho Nunes saiu em defesa da missão oficial. “O objetivo é trazer os benefícios turísticos e financeiros da Times Square para a cidade de São Paulo. (…) Não se trata de passeio, é de interesse público”, afirmou.

Com o clima tenso, o presidente da sessão, João Jorge (MDB), optou por adiar a análise do requerimento. Apesar disso, Janaína Paschoal (PP), Senival Moura (PT) e Marina Bragante (Rede) já indicaram que votarão contra a viagem.

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A Câmara Municipal de São Paulo registrou um embate acalorado nesta quarta-feira (20) entre as vereadoras Janaína Paschoal (PP) e Zoe Martinez (PL).

A troca de acusações ocorreu durante a leitura do requerimento que autorizaria uma viagem de nove dias de parlamentares a Nova York, com a justificativa de conhecer políticas de segurança pública e gestão urbana da cidade americana.

A missão, defendida por Zoe Martinez, presidente da Comissão de Relações Internacionais, está ligada a um projeto de lei de autoria de Rubinho Nunes (União), inspirado na Times Square. O texto prevê flexibilizar a Lei Cidade Limpa para permitir a instalação de painéis luminosos em áreas delimitadas da capital paulista.

Janaína Paschoal, no entanto, questionou o financiamento da viagem com recursos da Câmara. Ao ser informada de que a despesa seria bancada com dinheiro público, protestou: “Já antecipo que sou contra e peço votação nominal”, declarou.

A posição recebeu apoio imediato de Senival Moura (PT), que também criticou a proposta. “Não foi discutido com ninguém. Está virando o quê aqui agora? Cada um se manifesta, quero fazer viagem, quero passear e é assim?”, disse.

Em seguida, Zoe Martinez reagiu no plenário e a discussão ganhou tom pessoal. Janaína acusou a colega de perseguição e elevou a voz:

“Vem aqui para o público falar que você quer passear em Nova York com dinheiro do público, mulher. Toma vergonha na tua cara. Fazer vídeo é fácil. Não vai passear com dinheiro público. Pega seu salário e compra passagem.”

Zoe respondeu, afirmando que não é “amiga” de Janaína e que a adversária precisaria “aprender a fazer política”.
“Você trata a gente como um bando de burros e a única jurista aqui é você. (…) Tenho direito, sim, de fazer essa Casa se tornar internacional. Posso, sim, me reunir com líderes internacionais. Você tem que voltar a dar suas aulinhas e aprender a fazer política primeiro”, retrucou.

No meio do bate-boca, Rubinho Nunes saiu em defesa da missão oficial. “O objetivo é trazer os benefícios turísticos e financeiros da Times Square para a cidade de São Paulo. (…) Não se trata de passeio, é de interesse público”, afirmou.

Com o clima tenso, o presidente da sessão, João Jorge (MDB), optou por adiar a análise do requerimento. Apesar disso, Janaína Paschoal (PP), Senival Moura (PT) e Marina Bragante (Rede) já indicaram que votarão contra a viagem.

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