Lista de imóveis que o governo do Estado quer vender tem batalhão, cinema e até ilha

Foto: Reprodução/TV Globo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro protocolou na Assembleia Legislativa (Alerj) um pedido para vender 48 imóveis estaduais. A meta é arrecadar R$ 1,5 bilhão, caso a autorização seja concedida. A proposta do governo será analisada pelos deputados estaduais. As informações foram divulgadas pelo portal de notícias “g1”.

Um dos imóveis em questão é onde fica o Batalhão de Polícia Militar do Leblon. O terreno de 5 mil m² é avaliado em R$ 275 milhões, mas uma restrição do Plano Diretor impões que ali só haja serviços públicos e áreas de convivência e lazer para a população. O próprio estudo de viabilidade encomendado pelo governo alerta sobre as limitações impostas pelo Plano Diretor municipal e avalia que o imóvel não será de interesse de empreiteiras e dos grandes agentes do mercado imobiliário. O governo disse que a venda não será concretizada se não houver revisão das restrições de zoneamento.

Outro imóvel é o antigo Batalhão da PM de Botafogo. Um terreno na Praça Tiradentes também está na lista. Em 2014, o prédio do antigo 13º Batalhão, já extinto, seria reformado para se tornar a base do Batalhão de Policiamento em Areas Turísticas. Dez anos se passaram, a obra nunca terminou e o lugar está abandonado.

O Cine Íris, tradicional cinema no Centro do Rio, está na lista. Mas, durante a vistoria feita para o governo, a equipe de consultoria recebeu a informação que o imóvel não é do estado e sim propriedade particular, sob posse da mesma família há quase 100 anos.

Mais um endereço da lista é o imóvel que abriga a Escola de Música Villa-Lobos, uma instituição estadual. O governo disse que, se o projeto for aprovado, pretende vender apenas a parte comercial do imóvel que abriga a escola de música e que a escola será mantida no local.

Outro endereço da lista que chamou atenção é o imóvel número 54 da Rua Carlos Peixoto, em Botafogo, que abriga o Ceperj, centro de um escândalo em 2022, quando foi revelada uma folha secreta com centenas de pagamentos na boca do caixa. A investigação resultou em uma denúncia contra a chapa do governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico. A acusação foi rejeitada no Tribunal Regional Eleitoral e atualmente está em avaliação no Tribunal Superior Eleitoral.

Entre outros endereços, há também uma ilha, na Lagoa de Jacarepaguá, atrás do Parque dos Atletas.

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