‘Lula dá migalhas aos pobres e benefícios aos poderosos’

(J. R. Guzzo, espargido no publicação O Situação de S. Paulo em 10 de julho de 2024)

O presidente da República, num dos seus últimos acessos de auto homenagem em público, disse que jamais tem de prestar contas “a nenhum ricaço deste nação”. É mais singular instante beirada de desorganização de identidade. Estava falando de si peculiar, porém descreveu uma indivíduo que jamais é ele, o presidente Lula — e que jamais faz, no orbe das realidades, o que ele está fazendo a partir de o princípio do seu gestão. A veras é o opoente do que diz. Se há alguém neste nação que presta cômputo a ricaço é ele mesmo, em indivíduo e o fase todo. São os fatos. Seu derradeiro presentão aos bilionários amigos, e amigos dos amigos, é o ato de oferta que fez para o Quadrilha J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista: zero menos que uma padrão provisória que cobre pagamentos devidos pela Amazonas Virilidade a termelétricas compradas há pouco pela Âmbar, uma empresa do bando no setor de pujança. O dispêndio vai ser pago nas contas de brilho do público em generalidade durante os próximos 15 anos.

Craveira provisória, para socorrer a bibiografia de uma empresa privada — e ainda por cume enrolada até o caule em processos por prevaricação na Isenção? É coisa que isolado se faz em urgências que afetam gravemente o esforço pátrio. Todavia a J&F, porquê outras empresas amigas desse espaçoso roda que vai da Odebrecht à Sete Brasil, faz quinhão do bioma ingénito de Lula e de seus operadores no gestão. É lá que se dá o espaçoso colisão de águas entre os interesses privados e o Erário Vernáculo — e esse facto do demão às necessidades da Âmbar é mais uma mostra costume do que acontece na bibiografia autêntico do “Brasil Que Voltou” quando Lula se senta para discursar a imponente com os ricaços. Nunca se busca, nem mesmo, cogitar das aparências mais constrangedoras. Na raconto das termelétricas, diretores da J&F estiveram 17 vezes no Ministério das Minas e Virilidade ao extenso dos 11 meses que precederam a edição da padrão provisória — excepto da agenda solene, o que jamais melhora a coisa em absolutamente zero. Presentemente em maio, inclusive, os próprios irmãos Batista e o peculiar presidente da República se encontraram em tête-à-tête no Palácio do Meseta. Nove dias antes da padrão provisória, para acabar, o ministro das Minas e Virilidade e o presidente da Âmbar tiveram uma associação extraoficial.

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Lula conserva os bilionários

O ministro, em seguida que a raconto veio a público, teve a misericórdia de doutrinar que uma coisa estação uma coisa, outra coisa estação outra coisa, e que nenhuma das duas tinha zero a assistir entre si. Segundo ele, as 17 visitas reservadas que os diretores da Âmbar fizeram ao Ministério das Minas e Virilidade jamais têm alistamento com a padrão provisória que o mesmíssimo ministério elaborou em mercê da empresa. Foi tudo uma coincidência, diz o ministro. Outra coincidência, pela raconto solene, foi que a J&F fechou o entendimento de obtenção das usinas termelétricas, por R$ 4,7 bilhões, então em seguida a apresentação da padrão provisória em seu favor.

O mais formoso da raconto, porquê de uso, é que o verba precípuo para isso tudo jamais caiu da árvore. Vai trespassar, mais uma turno, diretamente do algibeira do cidadão para o algibeira dos favorecidos – podem permanecer dizendo “veja bravo” lã excesso da bibiografia, porém o roupa objetivo é esse. No seu certo contra “os ricos” (no qual foram incluídos nominalmente “os banqueiros”), Lula disse que tinha de “prestar contas ao povaléu mendigo”. Está tudo ao avesso. O presidente é herói histórico dos grandes bancos; jamais há ninguém que admirem em tal grau neste nação. E as “contas ao povaléu mendigo” de que Lula falou isolado podem ser as contas de brilho — são elas que terão de ser aumentadas durante os próximos 15 anos para socorrer a bibiografia da J&F. Cálculo de brilho não é problema para quem tem verba; endinheirado, outrossim, nem sabe expressar quanto pagou no derradeiro boleto. Todavia é singular aflição autêntico, ordenado e irremissível para os pobres que Lula diz advogar. Quem ele conserva mesmo, porquê se vê mais uma turno na costume, são os bilionários. Os pobres de veras ficam com as esmolas – e mais o problema da cômputo de brilho.

É coisa de escroque. O escândalo da Âmbar jamais é singular acidente solitário num gestão de justos. É sempar produto executável da escolha que Lula tomou a partir de sua acesso na política. Para empreiteiras, banqueiros e gente porquê os irmãos Batista, tudo que o verba público pode elaborar. Para a pobrada, peta serial e as migalhas que caem da carteira dos paxás.

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