Lula: esquerda ‘errou’ ao ‘permitir’ avanço da ‘extrema-direita’

Em discurso proferido nesta quarta-feira (24/9), na cidade de Nova York, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que líderes democratas falharam ao ‘permitir’ o crescimento daquilo que chama de ‘extrema-direita’ no mundo. A fala ocorreu durante a reunião “Em Defesa da Democracia, Combatendo Extremismos”, à margem da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

“⁠A gente tem que responder: onde é que os democratas erraram? Onde é o momento em que a esquerda errou? Por que permitimos que a extrema-direita cresça com a força que está crescendo? É virtude deles ou incompetência nossa?”, questionou Lula durante sua intervenção.

O chefe do Planalto também aproveitou para fazer uma ‘autocrítica’ sobre a relação dos líderes políticos com a sociedade civil, ressaltando que esse distanciamento contribui para o “fracasso da democracia”.

“Muitas vezes a gente ganha as eleições com discurso de esquerda e quando a gente começa a governar, a gente atende muito mais aos interesses dos nossos inimigos do que dos nossos amigos. Muitas vezes, a gente governa dando resposta ao que a imprensa publica sobre nós; à cobrança do mercado; à necessidade de contentar os adversários. E muitas vezes os nossos eleitores que foram para as ruas, que apanharam, que foram achincalhados, são considerados por nós sectários e radicais”, disse.

Segundo Lula, a reflexão sobre os ‘erros da democracia’ é necessária para combater o avanço da ‘extrema-direita’: “Eu penso que antes de procurar a virtude do extremismo de direita, nós temos que procurar os erros que democracia cometeu na relação com a sociedade civil. Como estamos exercendo a democracia nos nossos países? Se a gente encontrar essa resposta a gente volta a vencer a direita”.

O encontro sobre democracia contou com a participação de líderes internacionais, incluindo os socialistas Gabriel Boric, presidente do Chile, e Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, e discutiu estratégias para fortalecer ‘regimes democráticos’ frente aos ‘extremismos globais’. (Foto: reprodução: Fonte: Metrópoles)

 

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Em discurso proferido nesta quarta-feira (24/9), na cidade de Nova York, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que líderes democratas falharam ao ‘permitir’ o crescimento daquilo que chama de ‘extrema-direita’ no mundo. A fala ocorreu durante a reunião “Em Defesa da Democracia, Combatendo Extremismos”, à margem da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).

“⁠A gente tem que responder: onde é que os democratas erraram? Onde é o momento em que a esquerda errou? Por que permitimos que a extrema-direita cresça com a força que está crescendo? É virtude deles ou incompetência nossa?”, questionou Lula durante sua intervenção.

O chefe do Planalto também aproveitou para fazer uma ‘autocrítica’ sobre a relação dos líderes políticos com a sociedade civil, ressaltando que esse distanciamento contribui para o “fracasso da democracia”.

“Muitas vezes a gente ganha as eleições com discurso de esquerda e quando a gente começa a governar, a gente atende muito mais aos interesses dos nossos inimigos do que dos nossos amigos. Muitas vezes, a gente governa dando resposta ao que a imprensa publica sobre nós; à cobrança do mercado; à necessidade de contentar os adversários. E muitas vezes os nossos eleitores que foram para as ruas, que apanharam, que foram achincalhados, são considerados por nós sectários e radicais”, disse.

Segundo Lula, a reflexão sobre os ‘erros da democracia’ é necessária para combater o avanço da ‘extrema-direita’: “Eu penso que antes de procurar a virtude do extremismo de direita, nós temos que procurar os erros que democracia cometeu na relação com a sociedade civil. Como estamos exercendo a democracia nos nossos países? Se a gente encontrar essa resposta a gente volta a vencer a direita”.

O encontro sobre democracia contou com a participação de líderes internacionais, incluindo os socialistas Gabriel Boric, presidente do Chile, e Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, e discutiu estratégias para fortalecer ‘regimes democráticos’ frente aos ‘extremismos globais’. (Foto: reprodução: Fonte: Metrópoles)

 

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