Durante discurso na abertura da 80ª Assembleia-Geral da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações contundentes sobre a atual conjuntura internacional e categorizou as ações dos EUA como “ataques à democracia brasileira”.
Lula condenou diretamente a possibilidade de anistia a envolvidos em “atentados contra o Estado Democrático de Direito” e classificou como “inaceitável” qualquer agressão ao Poder Judiciário. “Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, afirmou, em referência a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi recentemente condenado pelo STF.
O petista ainda rebateu medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos, como sanções a autoridades brasileiras, e afirmou que “atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra”. Embora não tenha citado nomes, a fala é interpretada como crítica a Donald Trump e à política externa norte-americana.
Lula também garante que o Brasil foi “firme diante das pressões”. No discurso, ele disparou: “Mesmo sob ataque sem precedentes, optamos por resistir e defender nossa democracia reconquistada há 40 anos”. E concluiu: “Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis.”
O discurso foi aplaudido por líderes internacionais alinhados ao bloco China/Rússia, e repercutiu fortemente na imprensa global. Além das críticas geopolíticas, Lula abordou ainda temas como mudanças climáticas, genocídio em Gaza, regulação das redes sociais e reforma da ONU.
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