O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira, 29, que a campanha contra a proposta da Receita Federal para taxar o Pix beneficiou empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em entrevista à rádio mineira Itatiaia, ele fez menção ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
“Você viu que um deputado, que eu não vou dizer o nome dele aqui, fez uma campanha contra uma mudança que a Receita Federal tentou fazer, que vai ter feito agora, porque naquele tempo a mudança era para combater o crime organizado”, disse Lula.
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A infiltração do PCC no mercado legal voltou à tona diante da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta semana pelo governo de São Paulo, em conjunto com órgãos federais, para desmontar operações da facção. A ação investiga um esquema de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

O PCC teria utilizado mais de mil postos para movimentar R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando fintechs e ao menos 40 fundos de investimento para ocultar patrimônio. Segundo a Receita Federal, empresas de serviços financeiros digitais atuaram como “bancos paralelos” e movimentaram mais de R$ 46 bilhões nesse período.
Mais de 40 alvos da operação estão concentrados em cinco endereços localizados na Avenida Faria Lima, importante centro financeiro de São Paulo.
Secretário da Receita repete narrativa sobre ‘fake news‘ de Nikolas
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, fez coro à acusação contra Nikolas. Nesta quinta-feira, 28, ele disse que o vídeo do deputado contra a taxação do Pix comprometeu a fiscalização sobre empresas financeiras digitais.
“Essas fake news foram tão fortes, que apesar de todo o esforço da Receita Federal, nós não conseguimos seguir essas mentiras, por conta da força de quem as impulsionava”, afirmou Barreirinhas em coletiva de imprensa.
Nesse caso aqui a culpa era de algum vídeo também? pic.twitter.com/NJCf4qGmda
— Pablo Almeida (@pablogalmeida) August 29, 2025
O secretário acrescentou que a Receita Federal foi alvo do “maior ataque da história dela”. Apesar da negativa de Barreirinhas sobre uma eventual taxação, a normativa da Receita Federal obrigava instituições financeiras a repassarem dados de pessoas que movimentassem mais de R$ 5 mil por mês, independentemente do valor das operações individuais.
Depois da repercussão do vídeo de Nikolas, a Receita Federal revogou o ato normativo que estabelecia regras para monitoramento do Pix em fintechs e bancos digitais.
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