Marinho critica avanço da anistia e cobra isenção do IR

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, cobrou nesta quinta-feira, 25, o Congresso Nacional para aprovar o projeto de lei que propõe isentar do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom dia, Ministro, produzido pela TV estatal.

Marinho criticou a prioridade dada pela oposição ao PL da Anistia, que concede perdão aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, antes de avançar com a votação da proposta de isenção. Segundo o ministro, existe uma sinalização do Legislativo de que a aprovação da anistia seria condição para pautar a isenção do IR.

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“Nós precisamos que o Congresso assuma responsabilidade”, afirmou Marinho. A Câmara dos Deputados aprovou a urgência do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda.

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, e Lula em assinatura do Projeto de Lei que prevê Isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas que recebem até R$ 5 mil por mês, em Brasília, DF (18/3/2025) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro abordou ainda o tema do salário mínimo. Ele defendeu um crescimento consistente tanto do valor quanto do poder de compra, além de falar da chamada taxação dos super-ricos ao dizer que “os de cima têm que pagar”. “É importante que os movimentos sociais observem corretamente a necessidade de manter a mobilização”, acrescentou.

Marinho critica escala 6×1

Marinho também opinou sobre pautas como a escala 6×1 — regime em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa um — a qual classificou como “a jornada mais cruel que existe”. Ele defendeu a mobilização popular contra a Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem, que dificulta punições a parlamentares.

O ministro citou como exemplo as manifestações do último domingo, 21, contra a PEC da Blindagem, para dizer que a pressão da sociedade levou o Senado a rejeitar e arquivar o texto nesta semana. “As mobilizações acabaram agora de enterrar a PEC da Blindagem”, afirmou Marinho. “Se tiver uma mobilização dirigida, com massa, com vigor, de rua, é possível que o Congresso Nacional venha atender a esse clamor.”

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