Ministro do TSE renova pedido de vista e julgamento de Castro e Bacellar é adiado para 2026

O ministro Antônio Carlos Ferreira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), renovou o pedido de vista e empurrou para 2026 a continuidade do julgamento que pode levar à cassação do governador Cláudio Castro (PL) e do presidente licenciado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). O processo apura suspeitas de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

No despacho encaminhado à presidência da Corte, Ferreira afirmou que, “diante da relevância, da complexidade da matéria e do grande volume de documentos a serem examinados”, necessita de mais tempo para analisar o caso. O julgamento teve início no começo de novembro, mas foi interrompido pelo próprio ministro, que agora volta a solicitar prorrogação.

A relatora das ações, ministra Isabel Gallotti, já apresentou voto pela cassação de Castro. Ela acompanhou argumentos do Ministério Público Eleitoral (MPE), segundo os quais o governo estadual teria utilizado recursos destinados ao Centro de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) com finalidades eleitorais, afetando o equilíbrio da disputa que reelegeu o governador no primeiro turno.

Com a renovação do pedido de vista, a previsão é de que o processo volte à pauta apenas em fevereiro. A movimentação ocorre na mesma semana em que Bacellar foi preso pela Polícia Federal, sob suspeita de repassar informações sobre uma operação que levou à prisão do ex-deputado TH Joias.

Em instância anterior, no Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), Castro havia sido absolvido por quatro votos a três. O governador nega irregularidades e sustenta que não há provas que justifiquem sua condenação, no caso que envolve contratações irregulares no Ceperj e na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

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