Moraes classifica carta de general réu como “literatura golpista”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes chamou de “literatura golpista brasileira” uma carta enviada pelo general Mário Fernandes, réu no núcleo 2 da trama golpista, ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, com o objetivo de pressionar uma tentativa de golpe.

6 imagensPaulo Gonet, procurador-geral da RepúblicaFlávio Dino, ministro do STFPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)Fechar modal.MetrópolesMinistro Alexandre de Moraes, do STF1 de 6

Ministro Alexandre de Moraes, do STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoPaulo Gonet, procurador-geral da República2 de 6

Paulo Gonet, procurador-geral da República

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoFlávio Dino, ministro do STF3 de 6

Flávio Dino, ministro do STF

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)4 de 6

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)5 de 6

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)6 de 6

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O documento foi encaminhado por Mário, que é “kid preto”, ao comandante por WhatsApp, em novembro de 2022, após o segundo turno das eleições. Moraes, relator do processo, citou em seu voto que o material encontrado pela Polícia Federal (PF) configura uma verdadeira “literatura golpista”.

“Não lerei a carta inteira, apesar de ser um verdadeiro monumento histórico da literatura golpista brasileira, mas ela está nos autos, assim como os slides. Lerei apenas o final, para que conste nos anais do Supremo Tribunal Federal. Ele faz ali um chamamento aos militares e afirma: ‘Reforço, ainda, comandantes, que somos aves de mesma plumagem, que voam e pensam juntas, e cujo sacrifício pela pátria não é apenas uma rotina, mas sim a nossa motivação.’”, disse Moraes ao citar trecho da carta.

O ministro prosseguiu: “Faltou apenas dizer ‘Força’. Aqui reafirma-se: é o seu intuito [a carta], é golpista. Portanto, está aqui claramente demonstrada a prática delitiva apontada pela Procuradoria-Geral da República na denúncia em relação ao réu Mário Fernandes”, concluiu Moraes.

“Não há dúvida de materialidade”

Moraes afirmou, ao rejeitar todas as preliminares apresentadas pelos réus do núcleo 2 da trama golpista, que não há dúvida quanto à materialidade dos crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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O ministro, ao negar a preliminar de nulidade arguida pela defesa da ex-subsecretária de Segurança Pública Marília Ferreira Alencar, salientou que há materialidade comprovada nos cinco crimes imputados pela PGR.

“Na verdade, sabemos que, desde o julgamento do primeiro núcleo, ficou comprovada — e isso reiteramos nos demais núcleos — a materialidade dos delitos. A partir da materialidade, cabe, em relação a cada núcleo, a necessidade de comprovação da autoria por parte da Procuradoria-Geral da República”, destacou Moraes.



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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes chamou de “literatura golpista brasileira” uma carta enviada pelo general Mário Fernandes, réu no núcleo 2 da trama golpista, ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, com o objetivo de pressionar uma tentativa de golpe.

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O documento foi encaminhado por Mário, que é “kid preto”, ao comandante por WhatsApp, em novembro de 2022, após o segundo turno das eleições. Moraes, relator do processo, citou em seu voto que o material encontrado pela Polícia Federal (PF) configura uma verdadeira “literatura golpista”.

“Não lerei a carta inteira, apesar de ser um verdadeiro monumento histórico da literatura golpista brasileira, mas ela está nos autos, assim como os slides. Lerei apenas o final, para que conste nos anais do Supremo Tribunal Federal. Ele faz ali um chamamento aos militares e afirma: ‘Reforço, ainda, comandantes, que somos aves de mesma plumagem, que voam e pensam juntas, e cujo sacrifício pela pátria não é apenas uma rotina, mas sim a nossa motivação.’”, disse Moraes ao citar trecho da carta.

O ministro prosseguiu: “Faltou apenas dizer ‘Força’. Aqui reafirma-se: é o seu intuito [a carta], é golpista. Portanto, está aqui claramente demonstrada a prática delitiva apontada pela Procuradoria-Geral da República na denúncia em relação ao réu Mário Fernandes”, concluiu Moraes.

“Não há dúvida de materialidade”

Moraes afirmou, ao rejeitar todas as preliminares apresentadas pelos réus do núcleo 2 da trama golpista, que não há dúvida quanto à materialidade dos crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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O ministro, ao negar a preliminar de nulidade arguida pela defesa da ex-subsecretária de Segurança Pública Marília Ferreira Alencar, salientou que há materialidade comprovada nos cinco crimes imputados pela PGR.

“Na verdade, sabemos que, desde o julgamento do primeiro núcleo, ficou comprovada — e isso reiteramos nos demais núcleos — a materialidade dos delitos. A partir da materialidade, cabe, em relação a cada núcleo, a necessidade de comprovação da autoria por parte da Procuradoria-Geral da República”, destacou Moraes.

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