Motta discute punições a deputados que ocuparam plenário

Ao falar que a oposição “extrapolou os limites” ao ocupar a Mesa do plenário da Câmara dos Deputados no início da semana em protesto, o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) anunciou que vai discutir nesta sexta-feira, 8, possíveis punições aos parlamentares que participaram do ato. 

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Em entrevista à CNN, Motta disse que vai se reunir com os integrantes da Mesa Diretora da Câmara para debater as possíveis punições – as quais devem ser enviadas para análise do Conselho de Ética da Casa. 

“Nós vamos fazer uma reunião da Mesa ainda na tarde desta sexta-feira para que possamos decidir sobre essas possíveis punições que se excederam, que obstacularizaram os trabalhos e que cometeram agressões, para que a partir daí, a Mesa possa de manifestar”, declarou. “Não é uma ação única e individual do presidente, mas colegial da Mesa, que tem essa prerrogativa regimental de enviar ao Conselho de Ética o pedido de punição.”

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Motta diz defender “individualmente” a punição

Ainda em entrevista, Motta declarou que apoia a punição dos parlamentares que ocuparam a Mesa do Plenário da Câmara, assim como do episódio de agressão física sofrido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

“Se você me pergunta individualmente se eu acho que deve ter punição, sim, eu acho que deve ter punição, porque o que aconteceu foi grave”, afirmou. “Até para que isso não volte a acontecer. Nós não podemos concordar com que aconteceu.”

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Sobre o caso de Nikolas, o presidente analisou: “Não se pode permitir que um parlamentar agrida o outro dentro do plenário da Câmara”. “O que aconteceu foi grave, inadmissível”, destacou.

“Eu não posso dizer que naquele momento de tensão, o presidente da Casa se sentiu confortável de estar vivendo aquilo. Você tinha uma quantidade importante de parlamentares obstruindo até mesmo a passagem, não só do presidente, mas também de deputados que queriam que a sessão fosse retomada. Mas entendo também o momento de tensão que todos estavam vivendo, não era um dia normal na Câmara”, sinalizou.



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