

Não há dúvida: em 2026 o NOVO será o partido do caminhão de votos. Essa afirmação tem pilares sólidos, que passam por personagens emblemáticos, que levaram a sigla à direita da direita, como Marcel Van Hattem e Romeu Zema. Votações à presidência do Senado e da Câmara, distantes dos acordos do PL, posições firmes antiesquerda e independência hábil do grupo de Jair Bolsonaro fizeram do NOVO, enfim, um porto seguro dos que não querem negociatas particulares.
O NOVO está pronto para ser mais do que uma promessa liberal com sotaque tecnocrata do seu início confuso, 10 anos atrás. Pronto para deixar de ser o partido da utopia econômica e virar o partido da representação real. O afastamento das teses sem sentido do fundador João Amoêdo desengessou o NOVO. A sigla, antes presa a uma lógica irreal, começa agora a entender a linguagem do povo. A linguagem do voto.
Marcel Van Hattem representa essa virada. Com firmeza no discurso, clareza ideológica e forte apelo popular, ele hoje é a cara de uma nova direita: promissora, moderna, propositiva e corajosa. Se decidir percorrer o Brasil em 2026, com uma espécie de turnê conservadora e liberal, tem tudo para alavancar as nominatas do partido em vários estados, independentemente de Bolsonaro. E esse movimento pode ser decisivo.
O NOVO tem um diferencial valioso: é extremamente criterioso com quem aceita em suas chapas. Isso confere credibilidade e segurança ao eleitor que rejeita os aventureiros e oportunistas que costumam infestar os pleitos.
Esse amadurecimento político do NOVO tem gerado um efeito direto e visível: uma verdadeira revoada de pedidos de filiação. Nomes de direita que antes estavam órfãos de legenda confiável têm buscado abrigo na sigla. Um dos exemplos mais simbólicos é o do deputado Luiz Lima, que recentemente se filiou ao NOVO, trazendo consigo não apenas capital político, mas uma base popular que se identifica com os valores do partido. E ele não é o único. Estrelas da Internet em primeira viagem estão a caminho.
No Rio de Janeiro, o NOVO também vive um momento especial. O núcleo fluminense do partido tem sido marcado por uma atuação sólida, bem articulada e fiel aos princípios da legenda. Nos bastidores, nomes como Bruno Kazuhiro e Rodrigo Rezende trabalham com afinco para estruturar o partido, atrair nomes comprometidos e preparar candidaturas competitivas para 2026. Sem alarde, mas com firmeza, ajudam a consolidar o NOVO como uma alternativa viável e coerente para o eleitorado carioca.
Outro nome que impulsiona esse novo momento do NOVO é o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Se no início de sua gestão ele se manteve discreto e mais institucional, agora Zema assume protagonismo nas redes sociais com um discurso duro contra o governo Lula, especialmente em temas como impostos, segurança pública e aparelhamento do Estado. Sem levantar bandeiras personalistas, ele constrói uma imagem de gestor austero e corajoso — atributos que o eleitorado de centro-direita valoriza.
Zema tem sido uma peça-chave na estratégia digital do partido. Seu tom direto, sua crítica à centralização federal e sua comparação frequente entre a gestão mineira e a ineficiência do governo petista têm feito eco. Ele preenche uma lacuna: a de um político de direita que não grita, mas que entrega. E isso, num país cansado de radicalismos performáticos, pode fazer toda a diferença em 2026.
Foi na contramão dos acordos do sistema que o NOVO encontrou seu novo lugar. Ao lançar Van Hattem à presidência da Câmara e apoiar Eduardo Girão no Senado, a sigla que antes preferia não se meter em disputas “grandes demais” deixou claro que já não está à margem: quer protagonizar.
Esse protagonismo, porém, não é artificial. Ele nasce de uma coerência que poucas legendas mantêm: o partido que não usava fundo partidário agora aprendeu a usá-lo com transparência. O partido que se dizia neutro agora é firmemente antiesquerda. O partido que parecia técnico agora é político — e estrategicamente político.
A entrada de personagens mais combativos — sem abrir mão da limpeza ética — transformou o NOVO num polo magnético para quem rejeita tanto o lulismo quanto o fisiologismo do centrão. Enquanto o PL se afunda em acordos e o bolsonarismo oscila entre discurso e silêncio, o NOVO avança com discurso firme, prática limpa e independência tática.
Sem Bolsonaro na urna em 2026, sem Lula como novidade, sem o PSDB como referência e sem o centrão como opção legítima, o NOVO aparece como o partido com rosto, rumo e resultado.
O que antes era uma legenda pequena, técnica e meio deslocada do povo, virou hoje uma organização conectada com o sentimento de revolta, insatisfação e desejo de mudança que percorre o Brasil conservador. E isso faz toda a diferença.
Se continuar nessa trajetória — fiel ao que prega, próximo do que pensa o eleitor e distante das armadilhas da política tradicional — o NOVO tem tudo para ser o grande fenômeno de 2026. E, mais do que isso, o ponto de virada de uma nova direita brasileira: sem mito, sem máfia, sem medo.
**
Outro partido que está em fase final de construção é o Missão, da turma do MBL. Mas esses ainda estão numa fase NOVO no começo: expurgam de forma radical e tosca quem pensa diferente deles em vez de dar autonomia às estrelas do movimento.
