O projeto que o governo é ‘terminalmente contra’, segundo Gleisi Hoffmann

Em meio ao avanço de projetos que buscam endurecer o combate ao crime organizado, uma nova proposta no Congresso reacendeu um debate sensível dentro do governo federal.

A ideia, defendida por parte dos parlamentares após recentes operações policiais de grande repercussão, encontrou forte resistência no Palácio do Planalto.

Nesta quarta-feira (5), a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi categórica ao afirmar que o governo “é terminantemente contra” a medida, argumentando que ela poderia abrir brechas para “intervenções internacionais” no país.

Veja também! – Finanças e Economia

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou, pela primeira vez, um acordo para devolução de valores cobrados indevidamente em operações de empréstimo consignado. O termo de compromisso, assinado com o Banco BMG, garante a restituição de aproximadamente R$ 7 milhões. Saiba mais!

O Banco Central (BC) informou que ainda existem R$ 10,56 bilhões de dinheiro esquecido nas instituições financeiras. O sistema do BC permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro em bancos, consórcios ou outras instituições. Saiba detalhes!

“Nós somos contra, o governo é terminantemente contra. Somos contra esse projeto que equipara as facções criminosas ao terrorismo. O terrorismo tem objetivo político e ideológico, e a classificação internacional do terrorismo dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país. Nós não concordamos com isso”, declarou a petista.

O posicionamento da ministra foi uma resposta ao Projeto de Lei 1.283 de 2025, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

O texto propõe alterações na Lei Antiterrorismo para incluir organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) na categoria de terrorismo.

Gleisi defendeu que o governo já tomou iniciativas para reforçar o combate às facções: “Nós já temos uma legislação sobre facções criminosas. Mandamos agora um projeto de lei que traz bastante rigor para o combate às facções e temos a PEC da Segurança, que está tramitando há quase seis meses, mas a Câmara ainda não deu encaminhamento.”

A ministra ainda cobrou agilidade no andamento das propostas. “O projeto está na comissão especial, e espero que o relator finalize seu parecer para que a gente aprove o mais rápido possível e tenha condições de fazer operações integradas”, acrescentou.

A discussão sobre o tema ganhou destaque após a operação policial no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, que resultou em 121 mortes. No dia seguinte, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, reforçou a posição do Planalto: “Uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas.”

 

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Em meio ao avanço de projetos que buscam endurecer o combate ao crime organizado, uma nova proposta no Congresso reacendeu um debate sensível dentro do governo federal.

A ideia, defendida por parte dos parlamentares após recentes operações policiais de grande repercussão, encontrou forte resistência no Palácio do Planalto.

Nesta quarta-feira (5), a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi categórica ao afirmar que o governo “é terminantemente contra” a medida, argumentando que ela poderia abrir brechas para “intervenções internacionais” no país.

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) firmou, pela primeira vez, um acordo para devolução de valores cobrados indevidamente em operações de empréstimo consignado. O termo de compromisso, assinado com o Banco BMG, garante a restituição de aproximadamente R$ 7 milhões. Saiba mais!

O Banco Central (BC) informou que ainda existem R$ 10,56 bilhões de dinheiro esquecido nas instituições financeiras. O sistema do BC permite que pessoas físicas — inclusive falecidas — e empresas consultem se deixaram dinheiro em bancos, consórcios ou outras instituições. Saiba detalhes!

“Nós somos contra, o governo é terminantemente contra. Somos contra esse projeto que equipara as facções criminosas ao terrorismo. O terrorismo tem objetivo político e ideológico, e a classificação internacional do terrorismo dá guarida para que outros países possam fazer intervenção no nosso país. Nós não concordamos com isso”, declarou a petista.

O posicionamento da ministra foi uma resposta ao Projeto de Lei 1.283 de 2025, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados.

O texto propõe alterações na Lei Antiterrorismo para incluir organizações como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) na categoria de terrorismo.

Gleisi defendeu que o governo já tomou iniciativas para reforçar o combate às facções: “Nós já temos uma legislação sobre facções criminosas. Mandamos agora um projeto de lei que traz bastante rigor para o combate às facções e temos a PEC da Segurança, que está tramitando há quase seis meses, mas a Câmara ainda não deu encaminhamento.”

A ministra ainda cobrou agilidade no andamento das propostas. “O projeto está na comissão especial, e espero que o relator finalize seu parecer para que a gente aprove o mais rápido possível e tenha condições de fazer operações integradas”, acrescentou.

A discussão sobre o tema ganhou destaque após a operação policial no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, que resultou em 121 mortes. No dia seguinte, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, reforçou a posição do Planalto: “Uma coisa é terrorismo, outra coisa são facções criminosas.”

 

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